A Polícia deu novos detalhes a respeito da morte de um casal e seu filho adolescente, cujos corpos foram encontrados carbonizados dentro do veículo da família, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. De acordo as investigações, a empresária Flaviana Gonçalves, de 40 anos, teria sido obrigada a dirigir o carro com os corpos do marido Romoyuki Gonçalves, 43 anos, e do filho, Juan Gonçalves, de 16 anos, e depois foi morta no local onde o carro foi incendiado.

O porteiro do condomínio onde a família morava teria visto a Mulher sair com seu Jeep, que foi incendiado, por volta da 1h15 da madrugada.

Antes, o carro da filha Ana Flávia já havia tido sua passagem pelo local registrada pelas câmeras de segurança. Ana foi presa na última quarta-feira (29), junto com a namorada Carina Ramos.

A polícia também suspeita que os assassinatos de Romoyuki e Juan tenham acontecido enquanto o homem preparava a janta. "Havia frango ao lado de uma panela com óleo quente", afirmou o delegado Paul Henry Bozon.

Ainda segundo a polícia, as vítimas foram mortas com golpe na cabeça. Pai e filho ainda dentro da casa, e a mãe no local onde o veículo foi incendiado.

A polícia ainda busca saber se a mulher foi sequestrada antes de chegar em casa ou quando já estava na residência.

Exames feitos no Instituto Médico Legal (IML) constataram que a causa da morte das três vítimas havia sido traumatismo cranioencefálico. A identificação dos corpos foi feito por meio da arcaria dentária.

Movimentação na frente do condomínio

Câmeras de segurança do condomínio Morada Verde, onde vivia a família, registraram que na segunda-feira (27), Ana Flávia esteve três vezes no local entre às 18h16 e 22h12.

Durante esse intervalo, por volta das 20h09, Carina, namorada de Ana Flávia, entra a pé no condomínio. O que chamou a atenção foi o fato dela estar usando um moletom com capuz em uma noite relativamente quente.

Uma testemunha, que está sob proteção policial, disse que um pouco antes da empresária chegar com seu Jeep as duas mulheres foram vistas na companhia de um homem de cerca de 1,90 de altura, o que faz as autoridades acreditarem em um terceiro envolvido.

Bozon disse ainda que foram encontradas na calça de Ana Flávia marcas de sangue na região do zíper e na altura do joelho. A peça de roupa chegou a ser lavada, mesmo assim foi possível, através de uso de luminal, detectar a presença do sangue.

Depoimento contraditório

Em seu depoimento, feito antes de ser presa, Ana Flavia disse que os pais haviam sido assassinados por um suposto agiota por conta de uma dívida no valor de 200 mil reais. Ela também disse que discutiu com os familiares e por conta disso, eles disseram que sairiam para abastecer o Jeep e depois viajariam para Minas Gerais. Por conta da briga, a suspeita e sua companheira também decidiram deixar a casa.

No entanto, depoimento de uma testemunha contradiz essa versão e diz que depois que Flaviana chegou em casa, o carro da família foi estacionado com a parte traseira voltada para a casa. Ela falou ainda que o homem descrito com o tendo 1,90 de altura ajudou as duas a colocar presados embrulhos dentro do porta-malas do veículo.

Outra contradição, de acordo com o delegado, é que em nenhum momento as suspeitas relataram sobre as marcas de sangue encontradas dentro da casa.

Do imóvel foram roubados 8 mil reais em moeda nacional e estrangeira, uma espingarda velha, que era de propriedade do avô de Ana, além de joias e objetivos eletroeletrônicos.

O advogado Lucas Domingos, que defende Ana Flávia e Carina e que diz ter sido contratado por uma amiga das suspeitas, disse que elas negam participação no crime.

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