As medidas restritivas adotadas pelo governo de São Paulo sobre a abertura do comércio e outros segmentos da economia agradam parte da população, mas não são unanimidade. Parcela do empresariado quer a reabertura dos estabelecimentos e a retomada do trabalho.

Pensando nos equilíbrios econômico e político, o governador João Doria anunciou, na rede social Twitter, um plano para a abertura gradual dos setores produtivos a partir de 11 de maio.

Na quarta-feira (22), o governador deve apresentar um plano para o relaxamento das medidas restritivas. Balanço divulgado nesta segunda-feira (20) mostra que o novo coronavírus vitimou 1.037 pessoas.

A título de comparação, no dia 1º de abril foram 164 óbitos.

De acordo com Doria, o plano de reabertura começa em 11 de maio, um dia depois do término da quarentena.

No Twitter, o governador de São Paulo diz que a reabertura considera alguns fatores, entre eles a situação do sistema de saúde e a disseminação da epidemia. João Doria esclarece que a ciência segue a nortear as ações a serem adotadas pelo governo.

Pedido

Para que a reabertura aconteça na data planejada, Doria reforçou um pedido. Que a população siga em casa até 10 de maio.

No jornal O Globo desta segunda-feira (20), o colunista Lauro Jardim escreveu que o plano de retomada da economia paulista envolveu uma equipe multidisciplinar de membros da indústria, comércio serviços, entre outros setores de produção e conhecimento. Além do secretário da Fazenda, Henrique Meirelles e de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen, participaram do planejamento os economistas Pérsio Arida e Ana Carla Abrão.

Medidas

No sábado, a Federação das Indústrias no Estado de São Paulo (Fiesp) divulgou uma proposta para o afrouxamento da quarentena e a consequente retomada da economia.

Segundo a entidade que representa a indústria, a cada sete dias a covid-19 passa por avaliação. Com as informações, adotam-se medidas de relaxamento ou intensificação do distanciamento social.

A Fiesp não defende um dia específico para a abertura dos estabelecimentos e que essa decisão compete aos gestores públicos.

A Federação das Indústrias propõe que setores operem em horários alternados para a redução do fluxo de pessoas e as possibilidades de contágio.

O documento reconhece a dificuldade do isolamento social em áreas mais carentes e enaltece a importância do poder público no combate à doença. Além de uma série de medidas propostas pela entidade que defende a indústria brasileira, o relatória da Fiesp traz uma série de ações que foram adotadas em outros países e consideradas exitosas no combate ao novo coronavírus. Também reforça a união de todos na conquista de resultados positivos que mitiguem os impactos econômicos.

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