Uma estudante de 21 anos morreu atropelada na noite desta terça-feira (19), na rodovia Padre Manoel da Nóbrega, em Itanhaém, no litoral de São Paulo. De acordo com informações passadas pelas autoridades, Nayara da Silva havia se acidentado com sua moto no quilômetro 325, sentido Peruíbe. Ela conseguiu se levantar, mas acabou sendo atropelada enquanto buscava ajuda. O trecho é de pouca iluminação.

Segundo noticiado pelo portal G1, a estudante após sofrer o acidente, correu até a pista para pedir ajuda, quando foi atingida por um carro. O motorista parou para prestar socorro e disse que não conseguiu enxergar a jovem por conta da falta de iluminação no trecho.

Auxiliar de enfermagem prestou socorro

A auxiliar de enfermagem Eliane Morais, de 45 anos, passava pelo local do acidente quando um carro parou de forma abrupta e ela percebeu o que havia acontecido. Imediatamente ela pegou um par de luvas e correu para prestar atendimento à estudante. Ela disse que por conta da falta de iluminação foi muito complicado chegar até o local do acidente.

Ao encontrar a vítima, Eliane disse que ela estava respirando, mas sua pulsação ainda estava fraca. Ela também notou que havia uma abertura grande em seu abdome. A auxiliar de enfermagem acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e ficou ao lado de Nayara esperando o socorro chegar ao local.

“Não pude fazer nada a não ser ficar ao lado dela”, disse Eliane.

“É triste parar para prestar socorro e sentir a pessoa no último fio de vida", seguiu. A estudante morreu no local do acidente.

Eliane também contou que o motorista que atropelou a jovem estava em estado de choque e que ele ficou lá durante todo o tempo. O motorista relatou a ela que a estudante pulou na frente do carro, ele ainda tentou desviar, mas não conseguiu.

O caso foi registrado na Delegacia Seccional de Itanhaém como homicídio culposo e encaminhada ao 1º DP da cidade. Uma perícia foi realizada no local pelo instituto de criminalística.

Jovem era bastante prudente

Maria Aparecida da Silva Santos, de 52 anos, tia de Nayara, contou que a jovem era muito prudente ao pilotar sua moto.

Coube a um sargento da Polícia Militar comunicar aos familiares sobre o acidente e todos ficaram abalados. Maria conta que o pai da estudante está a base de calmantes.

Ainda buscando entender o que aconteceu, ela acredita que a sobrinha estava assustada e foi pedir socorro sem pensar no risco. Ela contou que esteve na delegacia e viu que o motorista que a atropelou estava muito abalado e o eximiu de culpa.

“(O motorista) chorava, falou que sentia muito, mas que realmente não deu para fazer nada”, disse. “Sabemos que não foi por querer”, seguiu.

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