A partir do mês de julho, militares terão aumento de até R$ 1.600,00 nos salários. A medida favorece principalmente oficiais das Forças Armadas.

Em meio a uma crise econômica que atinge o Brasil devido à pandemia do novo coronavírus e o registro de aumento da pobreza, Jair Bolsonaro decide aumentar os rendimentos de um grupo restrito.

Enquanto milhões de trabalhadores são afetados com cortes de salários, reduções de carga horária, desemprego e extrema dificuldade para receber a ajuda do auxílio emergencial, militares que recebem salários altos que chegam a 50 mil reais, serão beneficiados com o aumento.

O adicional de habilitação foi criado durante o Governo de Fernando Henrique Cardoso. O "incentivo" é dedicado para militares que fazem cursos durante a carreira e mantinha o mesmo valor desde 2001. Um reajuste que pode chegar a 73%, foi autorizado por Jair Bolsonaro no ano de 2019. De acordo com o Estadão, o aumento beneficiará militares da ativa e da reserva.

O adicional que tinha o valor de R$ 4.000,00 poderá chegar à R$ 5.600,00 de acordo com o topo hierárquico. Dependendo da formação, local de trabalho e permanência em serviço, outros adicionais podem ser acumulados e elevar mais ainda o salário.

O benefício hoje é fornecido apenas a oficiais e alguns praças do Exército. Existe uma pressão por parte de militares de baixa patente da Marinha do Brasil e da Aeronáutica para que o direito de receber o adicional seja estendido a eles.

Governo Bolsonaro

Desde que foi eleito e tomou posse em 2019, o presidente Jair Bolsonaro proporcionou vários benefícios aos militares, entre eles uma reforma da previdência mais amena e a distribuição de 2.900 cargos em seu governo.

Dez ministros do governo são comandados por oficiais das Forças Armadas.

Nos últimos meses, desde o início da pandemia, Jair Bolsonaro acabou envolvido em diversas crises. Em um momento delicado para seu governo que enfrenta acusações no STF e manifestações pedindo a cassação da chapa Bolsonaro/Mourão, o presidente busca reforçar ainda mais sua base de apoio, que inclui os militares.

O Estadão questionou o Ministério da Defesa sobre os impactos na folha de pagamento das três forças, porém não foram informados pelo ministério nem a quantidade de militares beneficiados com o reajuste, e nem o impacto econômico que o adicional irá gerar.

O adicional acaba sendo uma forma de camuflar os reajustes salariais dos militares que foram vetados no governo devido à crise econômica. O reajuste que ocorre a partir de julho é o primeiro de quatro que devem ocorrer até 2023.

Entre as modificações, militares que fizerem cursos de formação ou especialização também serão beneficiados, porém, em percentuais menores.

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