Juliana dos Santos, uma bebê de apenas 6 meses, morreu durante a tarde desta sexta-feira (28) no Hospital Getúlio Vargas Filho, em Niterói, no estado do Rio de Janeiro. A bebê morreu uma semana após ser queimada dentro da instituição, em um banho de 50 C°.

Internação

A bebê Juliana foi internada no hospital, conhecido como Getulinho, para o tratamento de um quadro de pneumonia. Além disso, a bebê teve uma meningite, que resultou em uma microcefalia.

Juliana recebeu um banho com uma temperatura altamente elevada, de 50°C, no último dia 20 de agosto, o que resultou em graves queimaduras nas pernas e pés, barriga e no seu órgão genital.

Após ser submetida ao banho fervente, a bebê precisou ser entubada e sedada. Apesar de apresentar um quadro considerado grave, ela permaneceu estável. No entanto, na tarde desta sexta-feira (28), a polícia divulgou a morte da pequena Juliana.

Técnica de enfermagem

Luiz Jorge Rodrigues, o delegado responsável pelas investigações do caso, relatou que o médico atestou que as queimaduras no corpo da bebê haviam sido causadas por um banho muito quente. A técnica de enfermagem que deu o banho na bebê prestou depoimento e confirmou que a água pode ter esquentado muito.

No início, a profissional seria indiciada por lesão corporal, porém com a morte de Juliana, sua situação foi alterada e ela responderá por homicídio culposo (quando não há intenção de matar) qualificado.

Ainda de acordo com o delegado, o inquérito deve ser concluído em breve.

Momento do banho

A família da bebê Juliana relatou que, durante a internação, a mãe estava como acompanhante, porém no dia do banho quente que causou as queimaduras, a mãe havia deixado o hospital para ir até sua residência e tomar um banho.

Quando retornou à unidade de Saúde, já se deparou com sua filha toda enfaixada.

Luara, a mãe da bebê, chegou a passar mal quando viu sua filha e, ao perguntar o que havia acontecido, ela conta que ninguém prestava esclarecimentos.

Hospital

Segundo relatos do pai da bebê Juliana, Jefferson dos Santos, o hospital teria demorado para entregar a ele o prontuário médico de Juliana, necessário para que a família pudesse realizar um boletim de ocorrência.

Outro fator que está sendo investigado pela Polícia Civil é por qual razão, mesmo com a bebê apresentando 38% de seu corpo queimado, a instituição demorou a ligar para a polícia e comunicar o ocorrido.

Tal falha levou à investigação da diretora do hospital. Ela pode ser indiciada por prevaricação e também por não comunicação de crime, uma vez que ela deveria ter acionado a polícia prontamente.

O hospital alega que durante a ocorrência abriu uma sindicância para averiguação dos fatos. A instituição também lamentou o ocorrido e informou que a técnica de enfermagem, responsável por dar o banho na bebê, já foi afastada de suas funções.

Siga a página Saúde
Seguir
Não perca a nossa página no Facebook!