Assuntos envolvendo abusos cometidos contra crianças e adolescentes estão sendo muito comentados nos últimos dias, depois que uma menina de apenas 10 anos engravidou do tio. Os abusos vieram à tona depois que a menina passou mal e, ao ser levada a um hospital, foi descoberta a gravidez.

No caso da menina de São Mateus (ES), que era abusada há 4 anos pelo suspeito que era casado com sua tia, a Justiça autorizou a interrupção da gravidez da jovem e o suspeito do crime se encontra preso. Infelizmente, a grande maioria dos abusos cometidos contra crianças e adolescentes ocorrem dentro da própria casa, sendo praticados por familiares ou por pessoas de confiança da família.

Irmãs eram abusadas por três parentes

Outro caso revoltante veio à tona na última semana e ocorria no distrito de Três Fronteiras, em Colniza, localizada a mais de mil quilômetros de Cuiabá. A prisão do padrasto, um tio e o avô de duas adolescentes, de 12 e 13 anos, ocorreu na última quarta-feira (19), mas o caso só foi divulgado na sexta-feira (21).

A Polícia militar efetuou a prisão dos três suspeitos depois que recebeu uma denúncia de que as adolescentes estavam sendo vítimas de abusos pelos três familiares. O Conselho Tutelar da cidade foi quem chamou os policiais para registrarem a ocorrência.

Após a denúncia, os policiais foram até o distrito e conseguiram localizar as duas adolescentes.

Conselheiros tutelares conversaram com as meninas que confirmaram que eram abusadas pelos três suspeitos. O padrasto, o tio e o avô das vítimas estão à disposição da Justiça e responderão pelo crime de abuso de vulnerável.

Polêmicas envolvendo a menina de 10 anos

O caso do abuso cometido contra a menina de 10 anos, que resultou em uma gravidez, rendeu grandes polêmicas nas redes sociais após a autorização da justiça para que a gestação fosse interrompida.

Após um hospital de Vitória se negar a fazer o procedimento, a criança foi levada para o Recife, em Pernambuco, para ter a gravidez interrompida.

A ativista de extrema-direita Sara Winter divulgou na internet os dados da vítima, bem como o nome do hospital onde o aborto seria realizado no Recife. Isso fez com que manifestantes fossem até a porta do hospital no dia 16 de agosto, tentando impedir que o médico responsável entrasse na unidade de saúde e fizesse o aborto.

Ele foi chamado de assassino e, devido ao tumulto, a menina teve que entrar escondida dentro do carro do mesmo para que não fosse vista pelos religiosos. O procedimento começou a ser realizado no domingo e concluído na segunda-feira (17).

Dias após o procedimento e após ser constatado que a menina se encontrava bem de saúde, ela recebeu alta hospitalar e pôde voltar para o Espírito Santo. O governo capixaba forneceu uma nova identidade para a menor de idade, assim como um novo endereço de moradia, para que ela possa recomeçar a vida.

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