O caso da menina de apenas 10 anos que engravidou após ser abusada pelo tio por 4 anos trouxe à tona a discussão sobre o aborto nos últimos dias. A Justiça autorizou que a gestação da criança fosse interrompida e isso gerou manifestações em frente ao hospital onde o procedimento foi realizado, no Recife.

Entenda o caso

Os abusos a que a menina era submetida há anos, pelo próprio tio de 33 anos, foi descoberto no dia 8 de agosto, quando a jovem foi levada a um hospital de São Mateus (ES) com dores abdominais. A criança estava acompanhada por um familiar e exames no local confirmaram que ela estava grávida.

Somente após a gravidez ser descoberta é que a menina contou que era abusada há anos pelo tio e que nunca contou, pois ele a ameaçava.

Desde que o caso veio à tona, o suspeito estava foragido da Justiça, mas o mesmo foi preso na madrugada desta terça-feira (18), na cidade de Betim, em Minas Gerais. O suspeito foi preso por volta das 3h30, na cidade mineira, após longo trabalho da inteligência da Polícia. Ele não teria resistido à prisão e será levado para uma penitenciária de Vila Velha, no Espírito Santo. O homem é suspeito de abuso de vulnerável e ameaças. Mais informações sobre o caso serão repassadas a qualquer momento pelas autoridades através de uma coletiva de imprensa.

Notícia confirmada pelo governador do ES

A notícia da prisão do suspeito de abusar da menina foi confirmada pelo governador do ES no começo desta manhã. Através de seu Twitter, o político disse: "A nossa polícia efetuou nesta madrugada a prisão do estuprador da menina violentada no no interior do ES".

Ele desejou que esse caso sirva de lição para as pessoas que insistem em praticar esse tipo de crime brutal, cruel e inaceitável.

O procedimento para a interrupção da gravidez da menina foi iniciado no domingo e encerrado nesta segunda-feira.

O aborto foi realizado em um hospital dO Recife, em Pernambuco, depois que o hospital de Vitória se negou a realizar o procedimento por questões técnicas.

Informações pessoas da menina e do local onde ela faria o procedimento foram vazadas na internet pela ativista Sara Winter. Essa atitude fez com que religiosos fossem até a porta do hospital no domingo, tentando impedir que o procedimento fosse realizado. Os manifestantes tentaram impedir que o médico entrasse na unidade de saúde e quando o mesmo chegou, chamaram-no de assassino.

Nesta segunda-feira (17), após o aborto terminar de ser realizado, o médico disse que a menina estava bem e se encontrava aliviada, visto que a continuação da gravidez não era de sua vontade, nem de sua família.

O procedimento foi acompanhado o tempo todo pela avó da menina, por assistentes sociais e por profissionais de apoio psicológico.

Vale lembrar que de acordo com a lei brasileira, o aborto é permitido em três casos: nas situações em que a gestação é fruto de um abuso, em casos em que a vida da mãe está em risco e em casos de anencefalia no feto.

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