Foi preso nesta segunda-feira (28), um homem de 32 anos, cujo nome ainda não foi divulgado pela Polícia Civil do Distrito Federal, suspeito de matar a médica Gabriela Rebelo Cunha, 44 anos, que era diretora no Hospital Regional de Taguatinga (HRT), localizado em Taguatinga, no Distrito Federal. De acordo com a polícia, o homem seria o motorista particular da médica.

Características do crime

O crime ocorreu do dia 24 de outubro do ano passado, e o sumiço da médica, de início, não causou maiores preocupações à família, já que Gabriela já havia sido internada antes para tratamento de depressão, além do que, a vítima estava "supostamente" se comunicando com os familiares normalmente, através de sua conta pessoal da rede social de mensagens instantâneas WhatsApp. O motorista se comunicava com a família, fingindo ser a médica, dizendo que estava internada em uma clínica de repouso, mas estava bem.

Como ocorreu o crime

Segundo a Divisão de Repressão a Sequestros da Polícia Civil do DF (PCDF), o motorista teria levado Gabriela ao hospital onde trabalhava, na parte da manhã, normalmente, e por volta das 12 horas, levou a médica a uma agência bancária, localizada em Sobradinho, região administrativa do Distrito Federal, para que a mesma realizasse um transferência.

De acordo com a polícia, quando ambos retornavam a Taguatinga, o motorista parou o veículo próximo a um ponto de ônibus e alegou que seria devido a um barulho na roda do carro.

Nesse instante, um segundo suspeito teria se aproximado e anunciado um "suposto" assalto, conduzindo o veículo da vítima até uma estrada de terra, próxima a Brazlândia, onde a médica foi enforcada e morta pelos criminosos, que deixaram o corpo no local.

Após ser detido, o motorista indicou aos policiais a localização exata onde estava o corpo da vítima, que posteriormente, através do laudo do Instituto Médico Legal (IML), foi constatado se tratar do corpo de Gabriela Rebelo Cunha.

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A polícia acredita em crime por dinheiro

Em diligência, a polícia encontrou na residência do motorista diversos objetos pessoais da médica, entre eles, cartões bancários e dois veículos de propriedade da vítima. De acordo com as investigações, o principal motivo do crime pode estar relacionado com dinheiro, uma vez que o suspeito movimentou cerca de R$ 200 mil em transações bancárias em nome de Gabriela nesses dois meses em que se passava pela vítima.

Mais sobre a médica Gabriela

Gabriela era considerada pelos colegas de profissão como uma mulher exigente, mas também era muito querida pela equipe com quem trabalhava no HRT. A médica era filha de general do Exército, divorciada e tinha um casal de irmãos. Um deles, o caçula, é policial civil em Minas Gerais e foi um dos principais colaboradores nas investigações do assassinato de Gabriela. A médica deixa ainda uma filha de 8 anos.

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