Foi anunciada nesta quarta-feira (25) a morte de uma jovem de 21 anos no Reino Unido por suspeita de Covid-19. Segundo informações médicas, a jovem não tinha nenhuma doença pré-existente. Essa notícia fez com que o alerta sobre a letalidade da Covid-19 acendesse no país.

Chloe Middleton morreu há aproximadamente oito dias, contudo a notícia só foi divulgada na última quarta-feira (25). Segundo a publicação feita no Facebook pela tia de Chloe, a jovem teria falecido devido ao novo coronavírus e pediu que todos possam estar fazendo sua parte para barrar a propagação do vírus.

O Governo britânico informou que a maioria dos pacientes que faleceram com o coronavírus tinha condições médicas pré-existentes, diferentemente de Chloe. Autoridades de Saúde demonstram preocupação de que jovens ignorem os cuidados por acreditarem que a doença só acomete os idosos.

Família de Chloe pediu para não ignorar a Covid-19

Ainda no Facebook, a família de Chloe pediu que as pessoas não ignorassem as recomendações para ficar em casa e pudessem levar a Covid-19 mais a sério. A mãe de Chloe Middleton escreveu que a Covid-19 tirou a vida de sua filha que tinha apenas 21 anos de idade e ressaltou que ela não tinha doenças pré-existentes.

Mistry, tia de Chloe afirmou que a família está arrasada e pediu para que não fosse ignorado a realidade do vírus que ainda não está clara aos olhos da Ciência e solicitou que todos seguissem as orientações do governo.

“Faça sua parte. Proteja-se e proteja os outros. O vírus não está se espalhando, as pessoas estão espalhando o vírus”, acrescentou Mistry.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou duramente aos jovens afirmando que eles não são invencíveis "Mesmo se vocês não ficarem doentes, as escolhas que vocês fazem sobre aonde vão podem significar a diferença entre a vida e a morte para outra pessoa”, disse Ghebreyesus.

Pessoas são mais propensas à Covid-19

De acordo a OMS, idosos ou pessoas com doenças pré-existentes, como pressão alta, diabetes, problemas cardíacos ou respiratórios estão propensos a morrer caso contraiam o coronavírus. Contudo, apesar do risco ser maior entre as pessoas acima de 50 anos, isso não deixa livre os jovens que caso contraiam o vírus podem apresentar o quadro da doença ainda que a probabilidade seja pequena.

O professor de Microbiologia e Infecção da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, deu uma entrevista à BBC News Brasil e afirmou ser errado pensar que aqueles que estão abaixo dos 50 anos sempre terão sintomas leves. Segundo o professor Willem van Schaik, haverá jovens muito doentes por coronavírus e que precisarão de tratamento.

Ainda de acordo com Schaik, a baixa mortalidade entre os jovens ocorre devido ao sistema imunológico que por ser mais forte tende a ajudar no combate ao coronavírus e a possível recuperação da saúde.

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