A SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia) fez um alerta nesta sexta-feira (17) de que a medicação hidroxicloroquina deve ser retirada imediatamente, em caráter de urgência, de toda e qualquer fase no tratamento de contaminação pelo novo coronavírus.

A solicitação da SBI foi feita com base na falta de sucesso da medicação contra a Covid-19, comprovada por diversos estudos científicos.

A instituição solicita que o Ministério da Saúde, assim como estados e municípios brasileiros, reavaliem as opções de tratamento da doença.

Em nota, a Sociedade Brasileira de Infectologia afirma que os poderes governamentais não invistam financeiramente em tratamentos para o coronavírus que não sejam comprovados cientificamente, pois ainda podem botar a população em risco com as contraindicações apresentadas no uso da medicação.

Recursos Financeiros

A SBI cobrou que os investimentos financeiros por parte da união sejam realizados em suportes e tratamentos eficazes durante a pandemia, entre eles anestésicos para a realização de intubação orotraqueal, aparelhos diagnósticos, bloqueadores neuromusculares, leitos de UTI, respiradores assim como a contração de novos profissionais de saúde.

Estudo científico

A revista médica American College of Physicians publicou um estudo feito com grupos de contaminados de 40 diferentes estados americanos, onde um grupo foi medicado com a hidroxicloroquina. De acordo com os resultados da pesquisa, o grupo que fez uso da medicação não apresentou nenhum beneficio clínico em relação ao grupo que recebeu apenas placebo.

A revista de Oxford também publicou um estudo realizado com a hidroxicloroquina, os resultados foram os mesmos, nenhuma redução de sintomas clínicos ou diminuição de carga viral devido a ingestão do medicamento.

Os estudos realizados em diversas partes do mundo mostram que a comprovação científica está na falta de eficácia e não ao contrário.

Desta forma, as sociedades médicas de países mais desenvolvidos e a Organização de Saúde juntamente com a SBI, orientam que sejam abandonadas as intervenções com cloroquina em fases iniciais, preventivas ou graves da doença, citando a cobrança como necessária e urgente.

No Brasil, a hidroxicloroquina está sendo usada e divulgada pelo presidente Jair Bolsonaro, porém as instituições médicas deixam claro que nem a cloroquina que é uma medicação usada no combate à malária e nem o vermífugo annita tem comprovação científica de eficácia.

Ministério da Saúde

Contrariando todas as orientações de órgãos médicos superiores, o governo, com o apoio do Ministério da Saúde, voltaram a defender o uso da medicação nesta sexta-feira (17), alegando que a polarização tem atrapalhado no processo e afirmando que as pessoas precisam aprender a ler a ciência.

A defesa sobre os estudos científicos é de que os testes são realizados em estágios mais graves da doença, defendendo que os estudos em fase inicial da contaminação mostram evidências contrárias, reforçando a eficácia da medicação.

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