Um relatório feito pelo CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças) revela que a propagação do novo coronavírus em ambiente escolar pode ser muito maior e mais fácil do que se acreditava inicialmente. A instituição, que é o principal órgão de Saúde dos Estados Unidos, alerta sobre os riscos apresentados caso as aulas sejam retomadas de forma presencial.

Estudos

As conclusões contradizem resultados de estudos realizados anteriormente, que informavam que as crianças raramente se tornam transmissoras do vírus e que dificilmente aconteceria uma transmissão entre os pares ou familiares. O CDC usou como base situações que ocorreram no estado da Georgia, nos Estados Unidos, e também em Israel.

As afirmações apontam que crianças, mesmo que representem um quadro assintomático da doença, podem se tornar um agente transmissor significativo na comunidade em geral.

Georgia

O estado da Georgia impediu pelo menos 260 funcionários da área de Educação em um dos maiores distritos do estado de voltar às escolas para realizar o planejamento de retomada. A interdição ocorreu porque eles já estavam contaminados com o novo coronavírus, além de estarem em contato direto com contaminados.

Ainda na Georgia foi divulgado um número de casos altíssimo entre estudantes que participaram de um acampamento de verão no Hemisfério Norte.

O acampamento contou com a participação de 600 adolescentes e pelo menos 200 deles já tiveram resultado positivo para Covid-19.

Segundo as informações divulgadas, toda a equipe de funcionários do acampamento seguiu os protocolos de saúde recomendados, porém, boa parte dos jovens não cumpriram as ações determinadas.

O surto de contaminação por Covid-19 foi descoberto após um dos participantes apresentar um quadro sintomático correspondente.

Ao fazer o teste, o resultado confirmou a contaminação. Por esta razão, mais 344 pessoas foram testadas, o que resultou em 260 novos casos positivos da doença.

Crianças mais novas

O resultado mais preocupante relatado foi o fato de que as crianças mais novas, e também as que permaneceram por um período maior no acampamento foram as mais propensas à contaminação, o que contraria diretamente os argumentos e teorias anteriores sobre as crianças e o coronavírus.

Ainda de acordo com o relatório, os quadros assintomáticos foram bem comuns, o que contribuiu para o surto de contaminação em massa. As conclusões deste estudo afirmam que as crianças de todas as idades são tão suscetíveis à contaminação da Covid-19 como os adultos, e que podem sim se tornar agentes transmissores.

Israel

Outro exemplo usado foi o de Israel, onde as escolas chegaram a ser reabertas, porém, em um curto período, o vírus ressurgiu na região.

No início da pandemia, no mês de março, Israel aplicou uma quarentena rígida e acabou sendo visto com um dos casos de grande sucesso, chegando a conter a disseminação do coronavírus. A retomada foi realizada de forma gradual e as crianças retornaram às escolas em meados de maio.

A situação, que parecia controlada, acabou resultando na propagação do vírus dentro das salas de aula e as instituições de ensino voltaram a ser fechadas. Mais de 100 escolas e profissionais da área de educação foram postos em quarentena.

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