2020 chega ao fim, mas as surpresas não acabam. O ano que levou o mundo ao confinamento com a pandemia do coronavírus parece guardar desafios ainda surpreendentes, com o primeiro caso de Candida auris no Brasil.

Nesta segunda-feira (7), a Anvsisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) emitiu um alerta sobre um possível caso do fungo Candida auris no Estado da Bahia. Esse fungo é considerado pela comunidade médica como um "superfungo", altamente resistente a medicação e que se espalha rapidamente, sendo considerado fatal.

Candida auris: o que é?

Até 2015 o Candida auris era pouco conhecido na comunidade científica, até que diferentes variantes do fungo, repentinamente, começaram a aparecer em quatro continentes do mundo simultaneamente. O agravante era que todas as variantes apresentavam uma característica em comum: uma forte resistência aos medicamentos, proveniente do processo evolutivo do fungo.

Segundo especialistas, “mais de 90% das infecções causadas pelo Candida auris são resistentes ao menos a um medicamento, enquanto 30% são resistentes a dois ou mais remédios”. Esse fungo possui a eficiente habilidade de sobreviver fora do corpo humano. Isso faz com que o ambiente hospitalar seja contaminado, e o fungo permaneça vivo por semanas.

Outra questão preocupante é que o fungo sobrevive por dias na pele e na boca de indivíduos já tratados e curados anteriormente.

Alerta de Candida auris no estado da Bahia

Segundo a Anvisa, não se sabe exatamente como se dá a transmissão do Candida auris, mas evidências sugerem que este organismo pode vir a se disseminar de pessoa para pessoa ou em ambientes médicos através do contato direto com superfícies ou objetos contaminados.

Entretanto, é possível que o fungo também seja transmitido através de equipamentos hospitalares contaminados.

Em 2017, a Anvisa já havia emitido um alerta sobre surtos ocorridos em decorrência do Candida auris, no qual descrevia o fungo como uma ameaça potencial à Saúde global e aos serviços de saúde de toda a América Latina.

Alerta emitido pela Anvisa na última segunda (7) afirma que a contaminação causada pelo Candida auris foi identificada através de uma amostra de ponta de cateter de um paciente que estava internado em uma unidade de terapia intensiva no estado da Bahia.

A amostra coletada foi analisada pelo Laboratório Lacen-BA, na capital baiana, e confirmada pelo Laboratório do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade do Estado de São Paulo. Ainda assim, a Anvisa afirma que submeterá o caso a novas análises. Diante de mais esse alarde à saúde global, a Anvisa recomendou que houvesse um reforço por parte da vigilância laboratorial em todos os serviços de saúde do Brasil, com o objetivo de evitar um surto.

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