A história do assassinato de Eliza Samúdio reflete até os dias de hoje na vida do goleiro Bruno, que por algumas vezes tentou retornar ao Futebol, mas por conta de várias manifestações já foi impedido de voltar definitivamente aos gramados.

Desta vez, após grande repercussão negativa, foi à diretoria do Operário de Várzea Grande, time que joga do estado de Mato Grosso, abandonou as tratativas com o goleiro, e não vai mais contar com o arqueiro para proteger suas redes. A decisão partiu internamente, mas teve vários reflexos externos, sendo os principais deles a perda de patrocínios, como também muitas manifestações realizadas por torcedores locais do clube e de moradores da cidade.

Segundo o clube, a pressão externa foi muito forte, e teve o rompimento de dois patrocinadores que não querem vincular suas marcas ao nome do goleiro Bruno. Dada a dificuldade de participar das competições que tem, pela falta de orçamento a diretoria decidiu em conjunto cancelar a contratação do arqueiro.

O gerente de futebol do clube ainda agradeceu parte da torcida que apoiava a contratação, mas ainda assim, informou que a contratação foi cancelada, em respeito a maior parte da torcida, e também em prol do clube que necessita de recursos para continuar atuante.

Realidade dos clubes brasileiros

A maior parte dos clubes brasileiros atravessa grave crise financeira, e o Operário de Várzea Grande não vive momento distinto desse, logo, qualquer situação que possa gerar uma repercussão negativa em desfavor do clube pode abalar as finanças, tais como a saída de patrocinadores, motivo pelo qual, a diretoria decidiu pela não contratação do atleta.

Reação do goleiro Bruno

Segundo a advogada do atleta, Doutora Mariana Migliorini, confirmou que o clube não contratará mais o goleiro, e que as tratativas estavam encerradas.

Diante desse cenário a advogada informou que o goleiro ficou desolado, triste, não conseguindo dormir e comer, quando soube que empresários da cidade não queriam suas marcas vinculadas ao goleiro, dada a repercussão negativa, portanto a contratação não ocorreria.

Saída dos patrocinadores do clube

Duas grandes empresas da região que patrocinam o clube solicitaram que suas marcas fossem retiradas do uniforme da equipe.

Os valores repassados por essas empresas ao clube são destinados a custear viagens, hospedagens, entre outras despesas.

Ainda, devido a repercussão negativa da contratação do goleiro Bruno, mais três empresas estão dispostas a romper os contratos de patrocínio caso a contratação fosse efetivada.

Já a prefeitura da cidade, uma das patrocinadoras do clube, não colocou em xeque o fim da parceria caso a contratação do goleiro fosse efetivada, porém ressaltou que necessita avaliar o orçamento do corrente ano para confirmar se segue como apoiadora do clube, ressaltando que não compete interferir nas decisões internas do clube, uma vez que se trata de empresa privada.

Já a fornecedora de material esportivo do Operário informou que segue parceria normal com o clube, alegando não ter poderes para contratar qualquer jogador.

Manifestação realizada por um grupo de mulheres

Um grupo de mulheres realizou manifestação pacífica em frente ao estádio que o clube manda seus jogos, através de faixas, cartazes, pediram respeito com as mulheres, e pela não contratação do goleiro Bruno.

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