Cesare Battisti foi preso neste último sábado (12) na cidade de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. A captura foi feita pela própria Polícia boliviana, de acordo com informações da Polícia Federal brasileira. Ele foi preso enquanto caminhava pelas ruas da cidade, usando cabelo e barba falsos. O italiano não resistiu a prisão.

Ainda não se sabe quem será o responsável por extraditar o prisioneiro. Se Evo Morales o mandará para o Brasil ou direto para a Itália.

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Cesare Battisti responde por quatro assassinatos na Itália no anos 70, o que o levou a ser condenado à prisão perpétua nos anos 90. O italiano nega e diz que sofre perseguição política.

Ele estava foragido desde dia 14 do mês passado, logo após o então presidente Michel Temer ter assinado um decreto que permitia a sua extradição para a Itália. Battisti teve a prisão decretada pelo STF em 13 de dezembro, por que o mesmo não considerava seus crimes políticos, o que não lhe permitia assim a prerrogativa de um asilo político no país, como concedido no último dia de mandato do ex-presidente Lula.

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Um jornal italiano disse que segundo o governo ainda não se sabe ao certo se ele virá diretamente para a Itália ou fará uma escala antes pelo Brasil. Porém, o Ministério do Interior do país europeu acreditam que ele chegue entre domingo e segunda (13).

Fuga da Itália e chegada ao Brasil de Cesare Battisti

Ele fugiu do seu país natal para a França e chegou ao Brasil em 2004. Acabou sendo preso no Rio de Janeiro em 2007 e, em 2009, recebeu refúgio político do então ministro da Justiça, Tarso Genro.

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A Itália pediu ao Brasil que fosse extraditado em 2007. No final de 2009, o STF negou o pedido, deixando a decisão final ao presidente da República, que na época era Luiz Inácio Lula da Silva. Em uma jogada de mestre, o ex-presidente negou a extradição e concedeu-lhe o asilo político em seu último dia de mandato.

Já na gestão Temer, o governo de direita italiano viu na ascensão do governo Jair Bolsonaro, também direita, a chance de levar o italiano de volta e pediu que o Brasil revisasse o caso, e em dezembro do ano passado, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu ao STF que desse prioridade ao caso.

Supostos crimes de Cesare Battisti

Ex-guerrilheiro, Cesare Battisti participou do grupo de extrema-esquerda italiano Proletários Armados pelo Comunismo, o PAC. Ele foi acusado de ter cometido quatro homicídios: do joalheiro Pierluigi Torregiani, do policial Andrea Campagna, do carcereiro Antonio Santoro e do açougueiro Lino Sabbadin. Tais crimes ocorreram entre os anos de 1977 e 1979. O italiano porém, nega participação nos crimes.

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