Dois alpinistas (um britânico e um irlandês) somaram-se à quantidade total de dez mortes na temporada de escalada para se chegar ao ponto mais alto da Terra: o monte Everest. A informação foi ratificada por autoridades do Nepal e por organizadores que fazem a expedição até a montanha neste sábado (25).

O alpinista britânico voltava do topo e enquanto descia uma região conhecida pelos aventureiros e esportistas como “zona da morte” passou mal e desmaiou.

A “zona da morte” situa-se a 8 mil metros de altitude e, quanto mais alto se está, mais rarefeito é o ar e, portanto, o oxigênio fica mais escasso, afetando a respiração.

Segundo uma das funcionárias que auxiliou na expedição em que o alpinista inglês participava, ele tinha um quadro de fraqueza aliado a uma demora excessiva para se atingir o cume do Everest. Depois teve de enfrentar uma descida com bastante dificuldade.

Menos sorte teve o alpinista irlandês que não conseguiu alcançar o topo e decidiu voltar por causa da longa fila de espera verificada no local. Ele chegou na sua base, uma tenda situada na altura dos sete mil metros da montanha, mas não resistiu e morreu.

Sequência de mortes

No mesmo dia dos dois óbitos, um guia do Nepal, de 33 anos, morreu em um acampamento. Os outros falecimentos ocorreram em dias distintos com esportistas da Índia, Estados Unidos e Áustria.

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Além dos acontecimentos fatais, as autoridades nepalesas se preocupam com o desaparecimento de outro alpinista da Irlanda desde o dia 16 de maio. A possibilidade de encontrá-lo com vida é mínima e as autoridades o incluem no número de mortos.

Segundo estas autoridades, o crescimento do número de mortes deve-se à exaustão e atrasos na rota para se escalar o monte Everest. Já, para os alpinistas mais experientes, a “zona da morte” é um local convencionado e marcado pela desidratação e congelamento para os que ficam por um tempo muito longo nessa região.

Em relação à superlotação de pessoas no ponto mais alto do mundo, a explicação está no período mais favorável e propício para escalar. Os meses de abril e maio são os mais indicados para praticar o alpinismo no Everest. Fora deste período muito curto, as condições meteorológicas e de clima são bem hostis à presença humana. Em 2018, foram registradas cinco mortes neste mesmo período do ano.

Licença para escalar o Everest custa US$ 11 mil

Assim como no ano passado, registrou-se também a superlotação para se acessar o cume do monte e, apesar de vários objetivos atingidos, houve cinco falecimentos.

O Nepal emitiu 381 licenças em 2019, dando permissão para que os alpinistas escalem o Everest numa aventura, por vezes, arriscada e perigosa. Na face voltada para o Tibete (lado chinês), emitiram-se 140 licenças no total. Cada autorização aprovada dá direito ao acompanhamento de um guia local especializado. Isso significa que esta temporada deve bater o recorde de subidas do ano passado, que foi de 807 pessoas.

Turistas, esportistas e guias locais acusam o governo nepalês de emitir autorizações em excesso para esta temporada. Cada autorização custa em torno de US$ 11 mil.

Sabe-se que até o dia 22 de maio, cerca de 123 pessoas conseguiram o feito de estar no topo do mundo. Mas, uma foto recentemente publicada no Instagram ilustrou a fila formada por cerca de 320 pessoas à espera de igualar o feito, enquanto se notava um congestionamento de pessoas à mercê do frio, pouquíssimo oxigênio e falta de movimentação do corpo. Elementos adequados para corroborar as lamentáveis mortes recentes.

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