Em missão secreta no Iêmen no dia 3 de janeiro de 2019, forças americanas tentam assassinar outro membro do alto escalão da força Quds, unidade especial do Exército dos Guardiães da Revolução Islâmica do Irã. É o que noticia com exclusividade o site do The Washington Post.

A operação ocorreu no mesmo dia da operação que levou a óbito o general Qassem Soleimani com a utilização de um drone bélico. Neste caso o alvo foi Abdul Reza Shahlai.

Abdul Reza Shahlai já era alvo da inteligência americana

Recompensa de 15 milhões de dólares foi oferecida pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos em troca de informações levasse a Shahlai.

Estes dados eram considerados importantes, pois a unidade militar era considerada pela inteligência americana como responsável por manter financeiramente grupos terroristas, entre eles o Hezbollah.

Departamento de Estado afirma que Shahlai tinha envolvimento direto com o terrorismo e que "planejou vários assassinatos de forças da coalizão no Iraque, forneceu armas e explosivos a grupos extremistas xiitas". Acusações continuam, "planejou o ataque de 20 de janeiro de 2007 em Karbala, Iraque, que matou cinco soldados americanos e feriu outros três" é o que afirma o Departamento quando divulga a recompensa.

A operação foi divulgada pela primeira vez pelo Washington Post. Para o jornal, oficiais dos Estados Unidos fazem a seguinte declaração: "se o matássemos, estaríamos nos gabando na mesma noite".

Justificativas a ataque a Soleimani em xeque

O presidente Donald Trump já estava sendo questionado sobre as intenções do ataque a Qasem Soleimani. Apesar disso, o Governo mantém firme o posicionamento de que o ataque ao general iraniano era necessária e que se tratou de uma reação a ameaça de vidas americanas.

Em relação as supostas operações o Oriente Médio, oficiais americanos evitam dar informações.

O fato de que duas pessoas importantes da Força Quds foram alvos no mesmo dia fortalece a dúvida que paira sobre a versão oficial do Governo americano sobre a morte de Soleimani. "Isso sugere uma missão com um horizonte de planejamento mais longo e um objetivo maior", pontua a iraniana Suzanne Maloney, que faz parte da Instituição Brookings.

As dúvidas que já estavam presentes no Congresso se intensificam.

"O congresso precisa de respostas. Qual foi a extensão dos planos do governo Trump de matar autoridades iranianas? Como a tentativa de assassinato no Iêmen tem algo a ver com uma ameaça iminente?", postou o congressista Ro Khanna em seu perfil oficial em rede social.

O que muitas pessoas têm pensado é que os ataques na verdade compõem um plano maior do governo e militares americanos com o objetivo de desestruturar o Exército dos Guardiães da Revolução Islâmica.

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