A Marinha americana, através da Quinta Frota dos EUA, responsável por embarcações do país em regiões como o Golfo Pérsico e o Sul do Quênia, informa através do seu perfil oficial no Twitter que "o USS Farragut (DDG 99) foi abordado agressivamente por um navio da Marinha Russa". O comunicado, publicado nesta sexta-feira (10), afirma que o episódio descrito ocorreu na quinta (9).

Vídeo da aproximação do navio russo é divulgado, confira no post abaixo.

Em outra postagem, a Quinta Frota diz que navio russo se atrasou em cumprir as regras internacionais e afirma que a "Marinha dos EUA continua vigilante e é treinada para agir de maneira profissional", dando a entender que embarcação do Governo moscovita foi imprudente e não profissional, o que teria trazido sérios riscos de colisão entre os navios.

"Farragut soou cinco explosões curtas, o sinal marítimo internacional de perigo de uma colisão, e solicitou que o navio russo alterasse o curso de acordo com as regras internacionais da estrada", afirma Marinha Americana em comunicado oficial sobre o incidente mais recente. Apesar de inicialmente ter se recusado, o navio russo atendeu ao pedido depois de comunicação via rádio ponte a ponte.

Incidentes anteriores

Trata-se do incidente mais recente entre forças armadas americanas e russas, mas não o primeiro. Sete meses antes, situação semelhante já tinha ocorrido. Navios de guerra dessas nações tinha se aproximado tanto que embarcação dos EUA tiveram que realizar uma manobra de emergência para evitar a colisão. Na época, a Marinha dos Estados Unidos havia dito que embarcação bélica russa havia agido de forma insegura ao se aproximar do USS Chancellorsville.

Cenário mundial

Desde o final da 2ª Guerra Mundial e o embate na Guerra Fria, as superpotências mundiais buscam influência e controle da informação no mundo. O incidente pode piorar as relações das nações no clima mundial já tenso por causa das questões recentes entre Irã (que tem a simpatia da Rússia) e os Estados Unidos. Recentemente, serviços de inteligência americanos acusaram um sistema anti-aéreo iraniano, de origem russa, de ter derrubado o avião ucraniano em Teerã. Esta possibilidade já estava sendo investigada pelas autoridades da Ucrânia.

O governo do presidente russo Vladimir Putin já havia condenado a ação americana em executar o general iraniano Qassem Soleimani.

A questão é que a situação entre os países não tem sido das melhores.

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