Situada no oposto do globo em relação ao Brasil, a Nova Zelândia é um arquipélago da Oceania e bem isolada do restante dos principais países do mundo. O vizinho mais próximo e conhecido é a Austrália.

Ninguém poderia supor que um país saísse tão rapidamente da influência perigosa da pandemia, já que Estados Unidos e Europa sofrem as sequelas em hospitais, no comércio e na restrição de circulação de seu povo.

Oficialmente, por meio de pronunciamento da primeira-ministra Jacinda Ardern, a Nova Zelândia revogou todo o tipo de isolamento social, permitindo não só o retorno do movimento nas ruas e lugares públicos, como está proporcionando mais contato corporal entre a população.

Sim, abraços e mãos dadas estão liberados por lá. Dois benefícios numa ação única.

A única restrição que ainda permanece para o país é relativa ao controle das fronteiras e acesso por parte dos estrangeiros, os quais, se quiserem mesmo entrar no país, cumprirão quarentena.

Mas, por toda a parte, observa-se –com o consentimento do poder público– o regresso de eventos, do transporte e das indústrias. O mais entusiasmante nessa medida reside na decisão do Governo neo-zelandês em dispensar a regra do distanciamento social.

Dureza

Jacinda Ardern afirmou sua confiança na eliminação da transmissão do coronavírus e acrescentou que isso não foi mero acaso, mas fruto de um esforço sustentado.

A Nova Zelândia ficou sete semanas sob uma quarentena estoica, liberando apenas para o trabalho aqueles que ocupam serviços essenciais.

Fora isso, todos deveriam ficar resguardados em casa.

Com uma medida tão dura, os partidos de oposição a Jacira a questionam sobre a recuperação da economia, cuja tendência acompanhará a do resto do mundo, ou seja, a aproximação de uma recessão. Segundo eles, a duração da quarentena deveria ter acabado há mais tempo.

Invadida pelo vírus desde o final de fevereiro, a Nova Zelândia registrou 1.154 casos de contaminação e 22 mortes.

Bom clima

Na capital, Wellington, o movimento é bem maior do que antes da pandemia. Há gente comprando, fazendo as refeições e passeando pela cidade.

Um usuário postou em seu Twitter a seguinte mensagem: “acabei de me dar conta de que posso abraçar alguém hoje”.

Escritórios, trens e ônibus voltaram a ser frequentados. Apesar de o comércio oferecer frascos de álcool gel nas entradas dos estabelecimentos, não é mais obrigatório fazer a assepsia das mãos.

Proprietários de bares estão com boa expectativa de receber o público na próxima sexta-feira, dia 12. Eles estimam que a procura por reuniões e comemorações será alta.

País com cerca de 5 milhões de habitantes, a Nova Zelândia tem a seu favor sua geografia: justamente por ser um arquipélago, a medida do isolamento social completo obteve seu máximo êxito.

Bastante elogiada, a primeira-ministra Jacinda Ardern adotou um enfoque diferente de outras nações mundiais. Enquanto vários países preferiram seguir pela rota de contenção do vírus, a Nova Zelândia optou pelo enfoque de eliminação da circulação do coronavírus em todo o seu território.

Outro fator determinante para o sucesso retumbante foi a testagem em massa da população do país.

Por tudo isso, as pessoas agora poderão desfrutar do prêmio de frequentar (novamente) cafés, estádios, restaurantes, cinemas, lugares públicos e fazer reuniões em grupos.

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