Nesta quinta-feira (17), o ministro Luiz Fux, vice-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) [VIDEO], suspendeu a investigação do Ministério Público do RJ que apura movimentações financeiras de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), consideradas atípicas pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).

Flávio Bolsonaro afirma que acionou o STF por ver "nulidades" na investigação envolvendo Fabrício Queiroz.

Entre as supostas ilegalidades apontadas na denúncia, estaria a quebra de sigilo bancário e fiscal do senador eleito, que, segundo ele, foram feitas sem autorização judicial.

Para determinar a suspensão do processo, Fux acredita que cabe ao Supremo decidir sobre em qual circunstância deverá correr o processo, visto que Flávio Bolsonaro passou a ter foro privilegiado no STF ao ser diplomado senador.

Segundo o vice-presidente do STF, as provas do caso coletadas na primeira instância poderiam ser anuladas na investigação do Coaf por violação da prerrogativa de foro.

Portanto, a suspensão da investigação é apenas temporária, e deverá ser julgada pelo ministro Marco Aurélio após o recesso judiciário, em 1° de fevereiro.

O ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz atuou no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro até outubro de 2018.

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Jair Bolsonaro

Ele é suspeito de ter movimentações irregulares em uma de suas contas. Amigo há quase uma década da família Bolsonaro, Fabrício Queiroz é um policial aposentado e atuava como motorista do político na Alerj.

Suspeita de crime fiscal

Um documento do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) revelou que nove assessores e ex-assessores de Flávio Bolsonaro teriam repassado dinheiro para o motorista, coincidentemente na mesma data de pagamento da Alerj.

Ao total, foram movimentados quase R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. Na época do ocorrido, o motorista recebia salário de R$ 23 mil trabalhando no gabinete de Flávio.

É importante frisar que o documento do Coaf não significa que haja alguma irregularidade na transação, mas são, no mínimo, atípicas.

Declaração de Queiroz

Em entrevista ao SBT Brasil, no último dia 26 de dezembro, Queiroz disse ser "um cara de negócios" e que grande parte da quantia era fruto de compra e vendas de carros. Entretanto, não explicou detalhadamente a fonte do dinheiro e, até o momento, não deu declarações conclusivas.

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