Um dos homens mais próximos do presidente da República Jair Messias Bolsonaro, o general Augusto Heleno foi empossado hoje como ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. O novo ministro do GSI, durante a realização de seu discurso de posse ocorrido na manhã desta quarta-feira (2), acabou tecendo algumas críticas ao Governo da antecessora de Michel Temer, a ex-presidente Dilma Rousseff.

Vale ressaltar que ontem (1°), o presidente Jair Bolsonaro tomou posse e acabou desfilando até mesmo em carro aberto, contrariando algumas medidas de segurança implementadas na Esplanada dos Ministérios, na capital federal. Os ministros do governo Bolsonaro foram também nomeados na data de ontem, porém, nesta quarta-feira estão sendo realizadas as cerimônias de posse.

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Críticas ao governo da ex-presidente Dilma Rousseff

Uma das principais atribuições do novo ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) trata-se da condução de uma das principais áreas de inteligência do país, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Durante o mandato de governo do ex-presidente Michel Temer, a Abin foi comandada pelo general Sérgio Etchegoyen. O cargo de chefe do comando do GSI foi transmitido pelo próprio Etchegoyen a Heleno.

Em seu discurso, o general Augusto Heleno afirmou que a ex-presidente Dilma Rousseff não acreditava na área de inteligência. O militar reforçou a ideia de que o sistema de inteligência do país "foi derretido pela senhora Rousseff". Ainda, ao se manifestar sobre a situação da área de inteligência do Brasil, Augusto Heleno disse que terá a missão de "cuidar" de todo o sistema de inteligência, principalmente em relação à Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que é vinculada ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

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Entretanto, o novo ministro do GSI elogiou a postura do general Sérgio Etchegoyen, que foi seu antecessor no comando do Gabinete. O general Augusto Heleno salientou que o general Sérgio Etchegoyen, nomeado ministro do GSI pelo ex-presidente Michel Temer, teria recuperado o setor durante a sua gestão.

Além do ministro Augusto Heleno, outros também já tomaram posse durante a manhã desta quarta-feira, como o ministro da Justiça e da Segurança Pública, ex-juiz Sergio Moro, que terá como principais metas sob sua gestão o combate à corrupção e à criminalidade, além da formulação de propostas que visem a manutenção da prisão em segunda instância para presos já condenados em tribunais de segundo grau.

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