Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro (MDB), disse estar "aliviado" por ter declarado ser beneficiário de propinas que revelou ter recebido várias vezes. As afirmações foram dadas aos procuradores do Ministério Público Federal (MPF).

Sérgio Cabral confirmou querer continuar com essa sensação de alívio, "seja o tempo que passar na cadeia". Além de deixar claro que as propinas foram recebidas por diversas vezes, o ex-governador também lembrou que chegou a receber dentro do Palácio das Laranjeiras. As falas de Cabral ocorreram após ele ter trocado de advogado de defesa.

No final do ano passado, o ex-governador decidiu fazer delação premiada juntamente ao Ministério Público Federal e também à Procuradoria Geral da República (PGR). Cabral contou que ele estipulava o valor desejado pelo repasse de propinas através de obras. O ex-governador disse que avaliava, as vezes, querer 2% ou 3% do valor da obra. Com isso, o ex-secretario da Casa Civil de seu governo, Régis Fichtner, se responsabilizava pelo esquema do pagamento. As informações são do portal UOL.

Esquema ilícito

Segundo Cabral, Fichtner comandava todo o esquema de pagamento. Ele contou que explicava a forma como queria e seu ex-secretário executava, também tirando proveito de toda situação. Outra pessoa citada na delação é o ex-governador Luiz Fernando Pezão, que também recebia supostos pagamentos de propina.

De acordo com o réu da Lava Jato, o esquema se iniciou já nos primeiros meses de seu governo, em 2007. No início do ano ocorriam o pagamentos de propina vindos de fornecedores, agentes e prestadores de serviços.

O ex-governador Pezão está preso desde o ano passado, quando foi detido através da Operação Boca de Lobo. A operação investiga pagamentos de propina que se iniciou em 2007, ainda no governo de Cabral.

Segundo a defesa de Pezão, o ex-governador não se envolveu em nenhum ato ilícito.

No caso de Régis Fichtner, o ex-secretario foi preso no dia 15 de fevereiro, sendo esta sua segunda prisão. A defesa entrou com pedido de liberdade no TRF-2, porém foi negado. Fichtner é apontado como o recebedor do valor de R$ 1,5 milhão em propina.

Prisão de Cabral

O ex-governador foi condenado a 198 anos e seis meses de cadeia. Cabral já havia admitido o recebimento de caixa dois, porém não havia declarado a propina. Agora, a estratégia do condenado mudou com a troca de advogado de defesa e também da aceitação de realizar a delação premiada.

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