Em 17 de março de 2014 foi deflagrada a primeira fase da Operação Lava Jato, e durante estes cinco anos ocorreram mudanças, polêmicas e críticas. A investigação ficou conhecida como uma poderosa ferramenta para combater a corrupção política.

Na primeira fase da investigação, foi revelado que quase todos os partidos políticos estavam envolvidos em esquemas com empreiteiras que pagavam propinas a fim de obter contratos na Petrobras. A Operação, durante estes 5 anos, teve 60 fases, 1.196 mandados de busca e apreensão, 310 mandados de prisão e o escândalo resultou em 242 condenações contra 155 pessoas.

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O símbolo da Lava Jato foi Sérgio Moro, juiz responsável pela maioria das condenações. Ele deixou o cargo, no ano passado, e aceitou o convite do presidente Jair Bolsonaro para assumir o Ministério da Justiça. A atitude do juiz de aceitar o cargo não agradou muita gente, gerando críticas, pois muitos estudiosos, políticos e magistrados consideravam Moro um juiz que atuava com independência política e imparcialidade.

Futuro da Lava Jato

Após a saída de Moro para assumir o Ministério da Justiça e Segurança, a Lava Jato ganhou um novo integrante: a juíza Gabriela Hardt assumiu os processos da Operação, e um dos primeiros casos julgados por ela foi o caso do sítio de Atibaia do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O futuro das investigações gera desconfiança, já que na última quinta-feira (14), o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que crimes como lavagem de dinheiro que estivessem ligados à financiamento ilegal de campanha, devem ser julgados pela Justiça Eleitoral.

Houve mudanças dentro da Polícia Federal e nomes importantes das equipes que estavam atuando na operação deixaram os seus respectivos cargos em Curitiba para atuar em Brasília. O principal nome é o do coordenador da Lava Jato, Igor Romário de Paulo, que deixou o cargo na Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado, para assumir a direção de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal, em Brasília.

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Fundo Privado da Lava Jato

A criação do fundo privado com recursos recuperados da operação também gerou polêmica. A princípio, o projeto previa a fundação de direito privado, que destinaria o dinheiro em iniciativas sociais. Contudo, a criação do fundo foi suspensa pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

A decisão coube ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, que decidiu suspender o acordo e determinou o bloqueio dos valores depositados da Petrobras para uma conta da PF.