O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso por Corrupção e lavagem de dinheiro na ação do triplex de Guarujá, conseguiu na Justiça uma autorização para poder dar uma entrevista. Em entrevista à Folha de S.Paulo e ao jornal El País, Lula falou de diversos pontos envolvendo a sua condenação e criticou o Governo de Jair Bolsonaro. Em uma de suas declarações, o petista afirmou que, além do PT, Bolsonaro tem um outro inimigo: o seu vice-presidente, general Antonio Hamilton Mourão.

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Na entrevista, Lula demonstrou indignação com sua condenação e afirmou que Sergio Moro, ministro da Justiça e Segurança Pública, e Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato, não dormem com a consciência tranquila, pois eles sabem de sua inocência. O líder do PT chegou a dizer que tinha obsessão por desmascarar Moro e Dallagnol.

Ao entrar no assunto sobre o que achava do governo Bolsonaro, Lula disse que a impressão que se tem é que o Brasil está sendo comandado por um "bando de malucos".

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De acordo com o petista, ele não esperava que Bolsonaro fosse resolver o problema do país em quatro meses, e criticou as tentativas do mandatário brasileiro de querer, em 100 dias, mostrar algum feito.

Governo vive uma loucura

Na visão do petista, o governo está vivendo uma loucura. Ele citou as polêmicas envolvendo os filhos de Bolsonaro e disse que o presidente agride os parlamentares e depois os afaga. Para Lula, Bolsonaro está perdido, não sabe o que faz e Paulo Guedes, ministro da Economia, é quem dita as regras. Lula ainda disse que Bolsonaro tem um vice (Mourão) que é um dos seus grandes inimigos.

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Elogios ao vice

Com críticas duras a Bolsonaro, a Sérgio Moro e à Lava Jato, o ex-presidente Lula poupou o general Mourão e fez elogios ao vice-presidente. Ele agradeceu ao general por ter defendido a sua saída da cadeia para poder ir à cerimônia de enterro do seu neto, Arthur Araújo Lula da Silva, que faleceu no começo de março deste ano.

O petista citou que é muito grato a Mourão e criticou Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, por ter afirmado nas redes sociais que ele queria se vitimizar com a morte da criança.

Outro ponto levantado pelo líder do PT foi sobre os conflitos que estão acontecendo entre o vereador Carlos Bolsonaro e Hamilton Mourão. Tudo começou quando Mourão rebateu críticas do escritor Olavo Carvalho, considerado guru do governo, e Carlos retrucou dizendo que Mourão estava dando o último suspiro de vida no governo do seu pai.

Lula também lembrou que o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), quando era deputado estadual, empregou familiares de um miliciano que era foragido da Justiça em seu gabinete.

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Com tom de ironia, Lula chegou a dizer: "Imagine se os milicianos de Bolsonaro fossem amigos da minha família?".

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