O ex-presidente Michel Temer (MDB) enviou uma manifestação ao juiz da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, Marcelo Bretas, sobre uma medida tomada pelo magistrado que teria prejudicado o sustento de seus familiares, inviabilizando o pagamento das despesas, segundo Temer.

O juiz Bretas, logo quando decretou a prisão de Temer e aliados, bloqueou o equivalente a R$ 6,5 milhões em bens do ex-presidente. Agora, Temer pede que seja liberado o valor de R$ 111 mil mensais para conseguir manter os gastos de seus familiares.

Além do dinheiro apreendido, Marcelo Bretas também confiscou imóveis, empresas e carros do emedebista.

Michel Temer foi solto após decisão do desembargador Ivan Athié, que acatou habeas corpus da defesa. Entretanto, a decisão do desembargador não apontou a liberação de valores que foram confiscados.

Segundo a opinião de Temer, o juiz Marcelo Bretas não poderia determinar o bloqueio dos bens, colocando em jogo o pagamento de despesas necessárias para a sobrevivência dele e de sua família.

Contudo, Temer resolveu apresentar uma opção para o magistrado, sugerindo que o bloqueio de bens não ultrapasse os valores que ainda serão enviados para a conta.

Conforme informações do portal UOL, desses R$ 111 mil que o ex-presidente recebe, parte são de três aposentadorias e R$ 80 mil é referente a valores da empresa batizada de Tabapuã Investimentos e Participações.

Pedido de Temer

No pedido de Michel Temer a Marcelo Bretas, o ex-presidente cita que o desbloqueio do dinheiro para uso mensal não abrange despesas que poderiam ser consideradas supérfluas ou artigos de luxo.

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O motivo, segundo Temer, é apenas para que o emedebista consiga arcar com custos familiares ou domésticos.

Nos cálculos de Temer, suas despesas mensais estão na média de R$ 96,7 mil através de análise de gastos que obteve nos meses de janeiro e fevereiro deste ano.

Marcelo Bretas ainda não analisou o pedido de Temer e não tem prazo para conceder uma decisão sobre o caso.

O emedebista foi preso recentemente na Operação Descontaminação, no âmbito das investigações da força-tarefa da Lava Jato.

Temer foi apontado como "líder de uma organização criminosa" pelo juiz federal Bretas. Além de Temer, o ex-ministro Moreira Franco e seu amigo próximo, o Coronel Lima, também foram presos. Vale ressaltar que todos já foram soltos. No entanto, Temer e Moreira Franco viraram réus na Lava Jato do Rio.

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