O presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, em visita a Manaus nesta última quinta-feira (25), criticou os últimos dados sobre o desmatamento na amazônia e prometeu asfaltar a rodovia BR-319, que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO).

Em participação na reunião do conselho de administração da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), acompanhado do ministro da Economia, Paulo Guedes, Bolsonaro afirmou que a rodovia será asfaltada, mesmo com orçamento apertado.

Bolsonaro ainda elogiou atitudes passadas do ex-presidente militar Ernesto Geisel em relação aos avanços conquistados por este na região amazônica e manifestou a intenção de integrar o índio à sociedade, bem como fazer o "casamento" entre o meio-ambiente e o progresso, e afirmou o seu desejo de legalizar o garimpo no Brasil.

Bolsonaro também visitou alunos do Colégio Militar de Manaus e participou da cerimônia de entrega de medalhas da Olimpíada Internacional de Matemática Sem Fronteiras 2019, onde foi homenageado pelos alunos. Logo após, falou com a imprensa, ocasião em que criticou dados sobre o desmatamento na Amazônia, comentou sobre a invasão de seu celular por hackers e ainda tratou do anúncio dos recursos para a repavimentação da BR-319.

Inaugurada em 1976 e abandonada pelo poder público a partir da década de 1980, a BR-319 é a única ligação rodoviária de Manaus com Rondônia e o resto do Brasil.

Bolsonaro e Marina: a controvérsia ambientalista

A reconstrução da BR-319 gera muita polêmica há algum tempo, divide opiniões em sentidos extremamente opostos.

De um lado trata-se de uma antiga demanda de empresários da região para melhorar o transcorrer da produção da região da Zona Franca de Manaus. Por outro lado, ambientalistas criticam a obra da BR-319 no sentido de que, pela omissão do Estado, a rodovia seja um facilitador do desmatamento da região, inclusive porque a obra viabilizaria a abertura de outras vias estaduais.

Em sua viagem a Manaus, ironizando seus adversários políticos ligados ao ambientalismo, Bolsonaro afirmou: "imagina se eu tivesse comigo o Zequinha Sarney (PV) ou a Marina Silva (Rede) como ministro? Nunca vocês iam ver essa BR asfaltada".

Rebatendo Bolsonaro, Marina Silva escreveu em seu Twitter: "o presidente precisa saber que não estamos mais nos idos dos anos 70, quando o governo militar incentivou a ocupação desordenada da Amazônia.

Sempre é bom relembrá-lo, apesar do seu governo ser acometido por uma amnésia ideológica e obsessão anti-ambiental crônica".

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