O jornal El País divulgou nesta segunda-feira (15) uma entrevista com Glenn Greenwald, o advogado e jornalista de New York, de 52 anos, que ganhou notoriedade mundial após a reportagem que revelava as atividades ilegais da agência de vigilância norte-americana NSA.

Edward Snowden, então analista da NSA, procurou Greenwald para revelar as atividades ilegais da agência. A publicação dessa história rendeu a Gleen um prêmio Pulitzer e levou à criação de um jornal digital, o The Intercept.

Morador do Rio de Janeiro há 15 anos, Greenwald é considerado uma das figuras fundamentais do jornalismo investigativo na atualidade.

Atualmente, o jornalista e sua equipe estão envolvidos em mais uma grande história, as trocas de mensagens entre o então juiz Sergio Moro (responsável pela condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva) e os procuradores da Operação Lava-Jato.

Desde a publicação exclusiva, Greenwald é considerado como inimigo pelos apoiadores de Moro, que consideram o ex-juiz um herói.

Por outro lado, o jornalista vem recebendo elogios daqueles que são contrários à postura do ex-juiz, que agora ocupa o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública no Governo do presidente Jair Bolsonaro.

Greenwald é conhecido também por sua postura crítica sobre o poder e as elites, o jornalista não foge das polêmicas e apontou os erros cometidos pelos democratas e a imprensa americana após a eleição de Donald Trump.

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Lava Jato Jair Bolsonaro

Greenwald vive no Brasil com seu marido, David Miranda, deputado federal pelo PSOL. Eles adotaram dois meninos e vivem em uma casa com cerca de 20 cães. Glenn Greenwald anda com escolta armada após ter revelado as mensagens de Moro.

Incredulidade

Esta foi a palavra usada pelo jornalista para definir seu sentimento em relação ao material que recebeu sobre Sergio Moro.

O jornalista ainda afirma na entrevista que esta seria uma informação chocante para o Brasil, por se tratar da pessoa mais respeitada e poderosa do país, até mais popular que o presidente, afirmou Greenwald.

Perguntado se este material chegou às suas mãos por e-mail, ligação telefônica, ou se foi entregue na própria redação, ele não respondeu, pois alegou que está protegendo sua fonte.

Glenn afirmou que a primeira coisa a ser pensada é a segurança. Ele explicou que o The Intercept é uma agência de notícias com sede nos Estados Unidos, e que antes de jornalistas, são contratados especialistas em segurança tecnológica.

Glenn Greenwald explicou que mesmo se a polícia brasileira levasse seu computador e seus telefones, isto não levaria ao arquivo, pois ele está seguro fora do país, em muitos lugares diferentes.

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