Neste sábado (27), o presidente da República, Jair Bosloanro (PSL), afirmou durante uma entrevista coletiva que o jornalista americano Glenn Greenwald , fundador do site The Intercept Brasil, pode ser preso aqui no país.

A afirmação foi dita pelo presidente durante um questionamento feito a ele acerca da medida provisória que possibilita a deportação sumária de estrangeiros que são considerados perigosos.

A portaria publicada recentemente pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, foi defendida pelo presidente.

Ele afirmou que havia pensado em criar um decreto, pois, segundo ele, as pessoas que não prestam devem ser mandadas embora do país. Em seguida, ele disse que isso não tinha nada a ver com o fundador do site The Intercept, que recentemente tem divulgado mensagens vazadas atribuídas a Sergio Moro e procuradores da Lava Jato em Curitiba.

De acordo com o presidente, Glenn cometeu um crime que não se encaixaria na portaria. Ele também citou o fato do editor ter se casado com um brasileiro, o deputado Davi Miranda (PSOL-RJ), e ter filhos adotivos aqui no Brasil.

Para Bolsonaro, Glenn seria "malandro" por ter constituído uma família aqui no país para evitar problemas: "malandro para evitar um problema desse, casa com outro malandro ou adota criança no Brasil".

Ainda na fala de Bolsonaro, ele disse que Glenn não iria embora do país, mas que talvez pegasse uma cana aqui no país, mesmo: "talvez pegue uma cana aqui no Brasil, não vai pegar lá fora não".

Suposto hacker defendia Bolsonaro nas redes

Na última terça-feira (23) foi deflagrada a Operação Spoofing pela Polícia Federal.

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Lava Jato Jair Bolsonaro

Foram presos, quatro suspeitos de terem invadido não só os telefones de Sergio Moro, mas também de diversas autoridades do país, como os celulares de Bolsonaro, do ministro da Economia, Paulo Guedes, entre outras autoridades.

Durante as investigações, a PF afirmou que o grupo de supostos hackers atuava como uma organização criminosa que pretendiam invadir celulares das principais autoridades. Um desses supostos hackers, o DJ Danilo Cristiano Marques, de 33 anos, seria um apoiador de Bolsonaro, segundo informações divulgadas pela revista Veja.

Segundo a revista, familiares de Danilo teriam dito que ele seria um "laranja" e que ele havia conhecido um dos suspeitos, Walter Delgatti, durante partidas do jogo de tiro on-line "Counter Strike".

A família disse que Danilo era apoiador declarado do presidente. Em uma de suas fotos no Facebook, Danilo inseriu a frase "Bolsonaro 17" durante o período de campanha das eleições do ano passado. Além disso, ele também divulgou vídeos de comícios do presidente a fez críticas à campanha "Lula Livre", demonstrando aversão ao Partido dos Trabalhadores (PT).

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