Na tarde desta quarta-feira (24), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, foi às redes sociais parabenizar a Polícia Federal (PF) pela ação que resultou na prisão de quatro suspeitos de terem invadido seus celulares.

Em sua conta no Twitter, Moro escreveu que estava parabenizando a PF, o Ministério Público Federal (MPF) e a Justiça Federal pela Operação Spoofing, que teve como objetivo desarticular uma suposta organização criminosa cibernética.

Em sua publicação, Moro se referiu aos presos na operação como "pessoas com antecedentes criminais" e "envolvidas em várias espécies de crimes".

Ele disse ainda que os suspeitos seriam "a fonte de confiança" das pessoas que haviam divulgado as supostas mensagens atribuídas a ele, "obtidas por crime".

Esta foi a primeira manifestação pública de Sergio Moro a respeito da Operação Spoofing. O ministro da Justiça ainda afirmou que havia lido na decisão do juiz que foram feitas 5.616 ligações pelo grupo de hackers "com o mesmo modus operandi". Segundo Moro, seu terminal havia recebido apenas três.

Operação Spoofing prende quatro suspeitos

A Operação Spoofing foi deflagrada pela PF na última terça-feira (23), com o objetivo de investigar os suspeitos de terem invadido os celulares de Moro, do procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol e de outras autoridades.

Os quatro suspeitos foram presos nas cidades de São Paulo, Araraquara (SP) e Ribeirão Preto (SP).

Na última segunda-feira (22), a assessoria do ministro da Economia, Paulo Guedes, também afirmou que o celular dele foi hackeado.

Segundo o juiz da 10.ª Vara da Justiça Federal em Brasília, Vallisney de Oliveira, os suspeitos que estão sendo investigados podem fazer parte de uma organização criminosa que tem invadido não só o celular de Moro, mas também os celulares de outras autoridades: "Há fortes indícios de que os investigados integram organização criminosa para a prática de crimes".

Dentre as autoridades, o juiz citou o nome do juiz da 18ª Vara Federal do Rio de Janeiro, Flávio Lucas; os delegados da Polícia Federal Flávio Reis (Campinas) e Rafael Fernandes (São Paulo); e também o desembargador Abel Gomes (TRF-2).

Movimentações suspeitas

Segundo a Polícia Federal, foram detectadas movimentações atípicas nas contas dos suspeitos de terem invadido os celulares das autoridades.

De acordo com a decisão do juiz Vallisney de Oliveira, foram movimentados por dois suspeitos mais de R$ 627 mil apenas entre o período que compreende março e abril deste ano. Segundo a PF, este valor é considerado suspeito, uma vez que a renda mensal de um dos investigados seria de R$ 2,8 mil, enquanto que a do outro seria de R$ 2,1 mil.

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