Foi publicada nesta segunda-feira (8), no Diário Oficial da União, o afastamento do Ministro da Justiça, Sergio Moro. De acordo com a assessoria de imprensa de Moro, ele vai se afastar por 5 dias, no período de 15 e 19 de julho.

Em meio a novas divulgações de mensagens feitas pelo site The Intercept Brasil, que publicou neste final de semana novos diálogos entre Moro e procuradores, o ministro resolveu se afastar do cargo por uma semana. Ao longo do mês de junho, o site publicou uma série de conversas do ex-juiz, onde se coloca em dúvida a sua atuação no julgamento da Lava Jato.

A assessoria de imprensa do Ministério da Justiça e Segurança Pública explicou que o afastamento de Moro é "para tratar de assuntos particulares" e que o afastamento se trata de uma licença não remunerada, assim como prevista na lei. Como o ministro começou a trabalhar em janeiro, ele não tem ainda direito de tirar férias, então, está tirando uma licença não remunerada, de acordo com a Lei 8.112, de 11 de dezembro de 1990.

Diálogos divulgados

O site Intercept Brasil fez mais uma parceria para divulgar e publicar a série de conversas do ministro Sergio Moro, quando atuava como juiz na Operação Lava Jato. Após parceria com o jornal Folha de S.Paulo e o jornalista Reinaldo de Azevedo, foi a vez da revista Veja publicar nesta sexta-feira (5) novos diálogos de Moro.

Segundo a revista, Moro avisou o procurador Deltan Dallagnol que o Ministério Público Federal havia esquecido de incluir uma prova que ajudaria a reforçar a acusação contra envolvidos na Lava Jato. Em outro diálogo ele pediu para uma delegada da Polícia Federal que ela não tivesse pressa em anexar aos autos uma planilha com o nome de políticos com foro privilegiado que poderia levar o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF).

'Vaza Jato'

Neste final de semana, o site Intercept e a Folha de S.Paulo também divulgaram novas conversas entre o ministro Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol. O diálogo foi publicado neste domingo (7), o material divulgado foi obtido pelo site que obteve o arquivo vazado por uma fonte sigilosa.

De acordo com a publicação, Moro e Dallagnol atuaram para expor dados sigilosos da Venezuela.

Integrantes da força tarefa da Lava Jato mobilizaram-se para vazar informações sigilosas da delação da Odebercht para membros da oposição venezuelana depois de sugestão do próprio Moro.

Na conversa, Moro sugestiona tornar público os documentos, mesmo que a ação não tivesse efeitos jurídicos imediatos. As mensagens são dos dias 5 e 6 de agosto de 2017, naquele ano a Venezuela sofria com endurecimento do regime de Nicolás Maduro.

Com poucos interlocutores na capital Caracas, os procuradores brasileiros recorreram a ex-procuradora-geral da Venezuela Luísa Ortega Días, que foi destituída do cargo por ser considerada uma ameaça ao governo de Hugo Chaves. Ortega divulgou em seu site o material no qual mostrava trecho de depoimentos do ex-diretor da Odebrecht na Venezuela, mostrando que empreiteiras contribuíram para as campanhas eleitorais de Maduro.

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