Na noite desta quinta-feira (22), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) rebateu a fala de Emmanuel Macron, presidente da França. Nas redes sociais, Bolsonaro afirmou que Marcron objetivava instrumentalizar uma questão que é interna do Brasil com o intuito de obter ganhos políticos: "lamento que o presidente Macron busque instrumentalizar uma questão interna do Brasil e de outros países p/ ganhos políticos pessoais".

Ainda na publicação, Bolsonaro criticou o "tom sensacionalista" que segundo ele tem sido usado pelo presidente francês para se referir à Amazônia e ressaltou que isto não contribui para resolver o problema.

Bolsonaro disse que o presidente francês havia apelado até mesmo para uma foto falsa. A foto que Macron utilizou para falar sobre a questão da Amazônia foi registrada pelo fotojornalista da National Geographic Loren McIntyre, que morreu em 2003, nos EUA.

Marcron compartilhou a foto antiga para chamar a atenção a respeito da situação da Amazônia, que ele denominou de "crise internacional" e "emergência". "Nossa casa queima. Literalmente. A Amazônia, o pulmão de nosso planeta, que produz 20% de nosso oxigênio, arde em chamas. É uma crise internacional", disse. Além disso, Macron escreveu na publicação que os membros do G7 deveriam aproveitar uma reunião que realizam neste fim de semana para debater a respeito da questão.

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Jair Bolsonaro Governo

Bolsonaro aproveitou para criticar a postura do presidente francês, afirmando que a sugestão de Macron em discutir assuntos referentes a Amazônia sem a participação de países da região é algo ultrapassado: "a sugestão do presidente francês, de que assuntos amazônicos sejam discutidos no G7 sem a participação dos países da região, evoca mentalidade colonialista descabida no século XXI".

Para Bolsonaro, 'ongueiros' são responsáveis

Dados do Programa Queimadas, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), apontam que as queimadas na Amazônia aumentaram 82% neste ano.

Foram 71.497 focos de incêndio neste ano, dos quais 52,5% se concentram na Amazônia.

O presidente levantou nesta semana a suspeita de que os principais responsáveis pelas queimadas na Amazônia seria o que classificou como "ongueiros". Na quinta-feira (22), Bolsonaro voltou a afirmar durante declaração na saída do Palácio da Alvorada que as organizações não-governamentais (ONGs) podem ser os responsáveis pela situação que a Amazônia está passando, mas admitiu não ter provas para sustentar tal afirmação.

O presidente foi questionado se acreditava que os fazendeiros poderiam ser culpados pelas queimadas, ao que respondeu que sim, mas que a "maior suspeita" seria sobre as ONGs. Segundo Bolsonaro, o fato do Governo ter retirado dinheiro que antes era repassado às ONGs, pode funcionar como justificativa à suspeita suscitada por ele.

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