Muito em breve, o partido do presidente Jair Bolsonaro, o PSL (Partido Social Liberal), poderá se ver sem sua figura, o que ficou claro dadas as declarações do próprio em rede nacional, na noite deste domingo (3), em entrevista exclusiva à Record TV, mais especificamente ao programa "Domingo Espetacular".

Durante a atração, Bolsonaro disse "pagar a conta" sobre desvios de terceiros no PSL, partido com o qual firmou afiliação para disputar a presidência do Brasil no pleito eleitoral ano passado.

De acordo com as declarações do presidente, as chances dele deixar o atual partido são de 80%, enquanto as chances de criar um novo partido são de 90%.

Bolsonaro, um sonho, um partido

Sobre tais declarações, Bolsonaro aproveitou o momento para revelar um sonho: o de criar um partido. O presidente supôs a coleta de assinaturas, de maneira eletrônica, declarando que assim teria um partido até março.

Sob tais condições, o presidente ressaltou que assim teria como escolher quem concorreria à prefeitura, já que teria mais ou menos 200 candidaturas pelo país.

Apelo do presidente à TV Globo

Durante a entrevista, várias questões foram levantadas pelo repórter Thiago Nolasco, dentre elas, a citação do porteiro no âmbito do caso que envolve o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), ocorrido em março do ano passado.

Na semana passada, o "Jornal Nacional" mostrou em uma reportagem que o porteiro do condomínio onde o presidente tem casa afirmou em depoimento que Bolsonaro autorizou o ex-PM Élcio Queiroz a entrar no condomínio no dia em que a vereadora foi assassinada. Élcio está preso suspeito de participação no crime.

Depois da reportagem da Globo sobre o depoimento do porteiro, o Ministério Público do Rio de Janeiro alegou mentira por parte do porteiro, sendo contestado depois.

O presidente afirmou ter determinado à PGR (Procuradoria-Geral da República) que colha o depoimento do porteiro e dos funcionários, inclusive o delegado responsável pelo caso Marielle.

A Nolasco, o presidente reafirmou saber da citação de seu nome por meio do governador do Rio, Wilson Witzel.

"É um jornalismo sujo por parte da TV Globo.[...]", destacou o presidente, pedindo 15 minutos para explicar isto e mais coisas, sob certas condições, neste caso, de quem vazou a informação.

Jair Bolsonaro disse não ter sido procurado pela Globo para dar a sua versão. Quem ficou responsável pela defesa do presidente foi o advogado Frederick Wassef, sendo veiculado na referida reportagem, então disposta pela TV Globo.

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