O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), responsável por pedir a abertura de processo de impeachment contra o atual presidente Jair Bolsonaro (sem partido), alegou nesta segunda-feria (27) que o assunto impeachment de Bolsonaro deve ser abordado com paciência. Ao menos 25 pedidos foram protocolados, mas o presidente da Câmara afirma que o foco da Casa atualmente deve ser o combate ao novo coronavírus.

"Nós precisamos ter muita paciência e equilíbrio nesse momento, pois o açodamento e a pressa, quando se trata desses temas, vão prejudicar na questão do coronavírus e vai acabar tendo consequências mais severas na saúde da população brasileira", disse Rodrigo Maia.

Bolsonaro x Maia

Há duas semanas, o presidente Jair Bolsonaro criticou Maia e também acusou ele de querer "enfiar uma faca" em seu governo e conspirar contra ele. "Quando você trata do tema como um impeachment do presidente, eu sou um juiz, não devo e não posso querer ficar falando sobre temas dos quais a decisão final é minha e feita de maneira independente. Eu mesmo já passei por isso no governo do ex presidente Michel Temer, e com bastante paciência e equilíbrio a gente superou esse período", alegou Rodrigo Maia.

Bolsonaro e crise com Sergio Moro

Em relação à queda do ministro Sergio Moro, Rodrigo Maia alegou que a "crise que é do poder Executivo e creio que lá ela deve continuar. Aqui [na Câmara] temos que construir soluções".

O presidente da Câmara destacou que a demissão de Moro e de Luiz Henrique Mandetta (ex-ministro da Saúde) do governo Bolsonaro geram desconfiança e insegurança. "Em meio a uma pandemia e crise na saúde pública, uma troca de ministros sempre gera incerteza, principalmente o da saúde (Mandetta). Você tem dois ministros que têm credibilidade das pessoas e o terceiro, Paulo Guedes, também tem certa credibilidade da sociedade", declarou.

Após a saída de Moro, apoiadores do atual governo se dividiram. Alguns apoiam Bolsonaro e outros, elogiam Sergio Moro, alegando que o ex juiz da lava jato denuncia a corrupção na família Bolsonaro.

Bolsonaro pede apoio ao centrão

Sergio Moro não é bem visto por parte da Câmara e partidos de centro, e isso se iniciou quando o mesmo atuava na Lava Jato, em 2014.

No início deste mês de abril, Jair Bolsonaro passou a ter reuniões com partidos do centrão —grupo informal com DEM, PP, MDB, PL, Republicanos, PDS e o partido Solidariedade— em tentativa de criar uma certa equipe política de apoio ao governo no Congresso Nacional. O governo tenta negociar com os atuais partidos e ofereceu participação nas gestões pela indicação para cargos em bancos públicos cargos em secretarias.

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