A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) criticou o ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, por exposição de mensagens entre ambos e que foram exibidas no Jornal Nacional, da Rede Globo, de sexta-feira (24). O diálogo do WhatsApp serviu para provar que Moro não condicionou a troca do comando da Polícia Federal a uma indicação no Supremo Tribunal Federal (STF), como divulgou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), em entrevista coletiva, após a saída de Moro.

A deputada divulgou uma carta aberta em que se diz decepcionada e magoada com Moro. Além disso, ela reforçou o apoio ao presidente da República.

Na carta, Zambelli opina sobre o vazamento. E a deputada indaga se o print foi “friamente calculado” para expô-la depois.

Carla Zambelli é casada com o coronel Aginaldo de Oliveira. E Sergio Moro foi padrinho da união. Segundo ela, não se vazam conversas privadas, ainda mais quando há laços entre as pessoas.

A conversa

No diálogo exposto na TV Globo, Carla Zambelli e Sergio Moro falam da mudança no comando da Polícia Federal. O nome de Alexandre Ramagem, diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) era o preferido de Bolsonaro para substituir Maurício Valeixo na diretoria geral da PF.

A deputada pede que Moro aceite a mudança com a promessa de empenho na indicação de ministro do STF, que ocorrerá em novembro, com a aposentadoria de Celso de Melo.

Moro, então, responde, que não estaria à venda.

A carta aberta de Zambelli

A deputada federal divulgou uma carta aberta. Ela enfatizou que os 57 milhões de votos de Bolsonaro não carregam a chancela de Sergio Moro que não estava no jogo eleitoral. À época, Moro era juiz federal.

Carla Zambelli reforça a lealdade ao presidente da República e destaca que o ex-ministro da Justiça nunca se posicionou contrariamente a uma indicação no STF.

Para ela, a conversa exposta na Rede Globo não há nada de ilícito. Carla Zambelli sublinha que não há raiva no gesto adotado pelo ex-ministro, mas “decepção e mágoa”.

À CNN Brasil

Carla Zambelli concedeu entrevista, neste sábado (25), à CNN Brasil.

A deputada expôs outros trechos da conversa com Sérgio Moro. Segundo ela, a intenção, com o diálogo, era aparar arestas entre o presidente e o ministro.

Zambelli pede para Moro ficar no Governo, pois “O Brasil depende do sr [Sérgio Moro] no MJ [Ministério da Justiça”. Ela clama a Deus para deixar ajudá-los.

Em outro trecho, ela sugere uma conversa entre o presidente e o então ministro. Moro responde: “já falei com ele”. Numa segunda mensagem exibida, Zambelli recebe o sinal verde de Moro para falar com Bolsonaro, pois não queria sair do governo.

Já sobre Valeixo, segundo a conversa mostrada na CNN, o ex-diretor da PF pediu para sair. Carla Zambelli sugere que o posto fique vago até o presidente e o ex-ministro da Justiça acertarem os ponteiros.

Moro responde que não queria tratar dessas conversas por escrito.

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