Roberto Jefferson concedeu uma entrevista ao jornalista Tales Faria do UOL na tarde desta segunda-feira (27). Na vídeo-conferência o presidente do Partido Trabalhista Brasileiro, o PTB, fez declarações com um peso político muito grande. A saída de Sergio Moro foi o estopim para que as afirmações de Roberto Jefferson, com relação à pessoa de Sergio Moro, se mostrassem contundentes em se tratando do presidente da República Jair Bolsonaro. Jefferson chamou o ex-ministro da Justiça de tucano e apontou o que seria uma conspiração não só tucana como também demista para derrubar Bolsonaro, ademais, o PTBista apontou outros nomes de peso até então supostamente envolvidos, segundo ele.

Roberto Jefferson não expôs provas concretas que sustentassem as suas afirmações de um possível complô entre os partidos do DEM, o Democratas, o PSDB, o Partido da Social Democracia Brasileira, entre outros para a derrubada de Bolsonaro, entretanto Jefferson traçou o que seriam consequências da então conspiração. Sua narrativa sugere que a intenção seria forçar o presidente Jair Bolsonaro a negociar com o vulgo centrão.

Há quem diga que Roberto Jefferson tenha conhecimento da causa já que em 2005 ele mesmo denunciou o esquema do Mensalão, um dos maiores escândalos de Corrupção já visto na história do país. Ele também já foi preso e condenado saindo dos holofotes da política nacional, agora, Jefferson volta com certa visibilidade à mídia reafirmando seu apoio ao presidente da República Jair Bolsonaro.

Na época do escândalo do mensalão, os dois eram filiados ao mesmo partido, o PP (Partido Progressista).

Roberto Jefferson sobre Moro: 'o tucano lá de Curitiba'

"O Moro, que é tucano lá de Curitiba...", foi assim que Roberto Jefferson se referiu ao ex-ministro Sergio Moro na vídeo-conferência com o jornalista Tales Faria da UOL.

O presidente do PTB ressoou que a articulação é feita de São Paulo e citou nomes importantes envolvidos na referida, segundo ele, conspiração. Dentre estes, nomes como o do ex-presidente FHC (Fernando Henrique Cardoso), de Alexandre de Moraes (Ministro do Supremo Tribunal Federal) e do atual governador de SP, João Doria foram citados.

De acordo com Jefferson, o objetivo seria fazer com que o PSDB retomasse o comando da política no país.

O conselho para Bolsonaro

Dada a prerrogativa de um referido golpe, Roberto Jefferson aconselhou o presidente Jair Bolsonaro para que tome cuidado ao negociar com o centrão, nome vulgar dado a grupos partidários em especial alguns parlamentares que compõe o PP (Partido progressista), o PL (Partido Liberal), o Republicanos e o Solidariedade.

O conselho de Jefferson ganha força na narrativa de um complô, já que o presidente tem se aproximado ainda mais de partido de centro, visando a criação, de acordo com interpretações políticas, de uma base no parlamento.

No conselho, além dos partidos já citados, o presidente do PDT, Roberto Jefferson, também citou o PSD (o Partido Social Democrático).

Imprensa

Ainda no 'aconselhamento' a Bolsonaro, Roberto Jefferson interpôs que caso Bolsonaro sente com Ciro Nogueira (então presidente do PP) que ele o faça com a imprensa olhando, e que escreva as bases que o partido quer apoiar, incluindo a proposta em que vai apoiar o Governo.

Sobre o cuidado, o ex-deputado declamou isto para, de acordo com ele, evitar a velha política do 'toma lá dá cá', -"Tem que ser à luz do dia, não pode ser conversa de coxia, nem de pé de escada", afirmou.

Crise com o congresso e 'velha política'

Na entrevista, o ex-deputado Roberto Jefferson alegou que o governo de Jair Bolsonaro, até agora é técnico e não político, as razões para tal afirmação se deve à sua interpretação de que Bolsonaro não rouba e não deixa roubar, para ele este é um motivo para a crise com o Congresso.

Já quando inquerido sobre a 'velha política' (essencialmente a distribuição de cargos a partidos como vem fazendo Bolsonaro) o Petebista concordou que o tal seja velha política, mas fez uma ressalva: a do estabelecimento de princípios, da inscrição de documentos a assinatura e o ato de mostrar à opinião pública, um exemplo disto são as lives do presidente.

Até então sem proximidade

Até então o ex-parlamentar disse não ter tido nenhuma proximidade com Bolsonaro, contabilizando ter tido uma última conversa há 2 anos e meio atrás. Ele também declarou, não ter sido procurado por ninguém do Planalto.

Jefferson reafirmou ainda não ter proximidade com o presidente, ele alegou indignação depois de ver Bolsonaro, segundo ele, apanhando, ato caracterizado por ele de covarde.

Questionado sobre o Ministério do Trabalho, o presidente do PDT reforçou que a pasta não é mais necessária, - "Fui ler agora quanto é o orçamento da Justiça do Trabalho: R$ 22 bilhões por ano para resolver R$ 6 bilhões em ações trabalhistas e acordos", denotou Jefferson. "A Justiça do Trabalho custa quatro vez mais do que dá em soluções", ressaltou.

Em suma, Jefferson acredita que há de existir consenso entre empregador e empregado sem que haja a necessidade de sindicatos.

Ainda nesta segunda-feira (27), o ex-parlamentar ressaltou que o esfriamento do impeachment, (crido por ele) se deu por conta do ato 'fora Maia'.

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