Um dia após a Polícia Federal deflagrar operação de busca e apreensão, com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), na casa de empresários e também blogueiros apoiadores do Governo, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se pronunciou sobre o caso. Segundo ele, "ordens absurdas não se cumprem". Os alvos dessa operação são apoiadores do presidente.

Essa operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Alexandre de Moraes, que também é o relator do caso, para investigar supostos envolvidos com propagação de notícias falsas e ofensas aos ministros do Supremo.

Bolsonaro ainda disse que nunca teve nenhuma intenção de interferir na Polícia Federal e que essa operação, que aconteceu nesta quarta-feira (27), provou isso.

Porém, ele afirma que o conteúdo desse inquérito é um “absurdo” e não pode ser cumprido. Segundo ele, um “limite” nessas questões deve ser colocado.

O presidente deu essas declarações em frente ao Palácio da Alvorada. Ele ainda disse ser uma injustiça a operação e que tem a “arma da democracia” em suas mãos e nunca mais haverá outro dia igual a essa quarta-feira.

O presidente fez várias críticas às decisões, que chamou de monocráticas, como a do ministro Alexandre de Moraes, que autorizou a operação contra as fake news. Para Bolsonaro, tanto o Legislativo quanto o Judiciário devem desempenhar seus papéis independentemente, porém, defendeu que esse tipo de decisão deve ser tomado por um colegiado –reuniões de ministros– ou em plenária.

Em seguida, disse um palavrão e afirmou que “acabou”.

Segundo Bolsonaro, o governo trabalhou quase o dia todo só por causa dessa situação. Ouvindo reclamações, com “dor no coração”, daqueles que as suas propriedades privadas foram violadas, mesmo não sendo “bandidos”, “marginais” ou até mesmo “traficantes”.

Bolsonaro ainda disse que, muito pelo contrário, as pessoas alvo da operação são cidadãos e muitos são chefes de família, são homens e mulheres que se surpreenderam com a PF na porta.

O 'gabinete do ódio'

O ministro do STF Alexandre de Moraes escreveu no despacho da operação cumprida pela Polícia Federal que há provas apoiando uma possibilidade de ter uma associação criminosa que chamaram de “gabinete do ódio”.

Esse termo foi ouvido em depoimentos no inquérito que investiga um grupo que propaga notícias falsas. Para o ministro do Supremo, esse tipo de conteúdo disseminado pode representar risco para manter a independência entre os três poderes e as várias instituições democráticas.

Bolsonaro também disse que essa operação tem o objetivo de censurar as redes sociais, que foram muito importantes para elegê-lo em 2018.

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