Antonio Paulo Vogel de Medeiros, atual secretário do Ministério da Educação, deve ser escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para substituir o ex-ministro Abraham Weintraub interinamente.

Com formação em economia e direito, Vogel foi secretário-adjunto de finanças de Fernando Haddad, na época em que era prefeito de São Paulo. Atualmente, Vogel era braço direito de Weintrab no Ministério da Educação, escolhido ao cargo pelo próprio ministro.

Vogel iniciou sua carreira pública em 1998. Desde então ocupou vários cargos, na maioria ligados à administração e financas, em estados como São Paulo, Goiás, Rio de Janeiro e Brasília.

Quando Vogel foi escolhido pelo ex-ministro Weintraub para ser o número dois na pasta, gerou vários questionamentos no governo.

Apurações feitas pela CNN afirmam que o presidente Jair Bolsonaro se reuniu com Vogel na quarta (17) e quinta (18). O ex-ministro e seu irmão Arthur Weintraub também participaram das reuniões.

Carlos Nadallin

Inicialmente, Carlos Nadallin era o principal nome cotado pelo governo de Bolsonaro para assumir a pasta da Educação. Porém, teve seu nome vetado pelas várias resistências apresentadas a ele. Nadallin é muito próximo de Olavo de Carvalho e extremamente conservador.

Thaís Arbex, analista de política, diz que o presidente recebeu recados relacionados a nomeação de Nadallin de que a troca seria inútil, uma espécie de "seis por meia dúzia".

Dessa forma, deixar Weintraub seria uma atitude mais inteligente.

Centrão

As avaliações nos bastidores do governo mostram que o centrão pode se aproveitar do momento de grande fragilidade do governo de Jair Bolsonaro para indicar o nome do próximo ministro a assumir a pasta.

Segundo informações de aliados do presidente, Vogel recebeu o convite para o cargo, porém recusou o mesmo.

Após a recusa, ele ainda informou que permaneceria apenas até que o governo encontre e formalize um substituto.

Alguns partidos políticos já discutem nomes de possíveis substitutos de Weintraub, o que reforça a teoria do centrão. Um dos nomes levantados é o de Mozart Neves Ramos. Mozart chegou a receber um convite para assumir a pasta, logo no início do mandato do atual presidente, porém foi boicotado pela ideologia bolsonarista.

O ex-ministro Mendonça Filho também teve o nome cotado. Assim como a secretária de educação básica do MEC, Ilona Becskehazy.

Vogel é um nome bem recebido em meio aos parlamentares por não ter perfil ideológico. Iona, em contrapartida, se aproxima cada vez mais das ideologias conservadoras do Bolsonarismo. O nome do presidente da Capes, Benedito Aguiar, também apareceu entre os cotados.

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