Flávio Bolsonaro, filho do presidente Jair Messias Bolsonaro (sem partido), é investigado em um suposto esquema de rachadinha de salários de funcionários de seu gabinete quando ainda era deputado estadual. Fabrício Queiroz, preso nesta última quinta-feira (18), é suspeito de ser o operador do suposto esquema.

O Ministério Público do estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) solicitou à agência de viagens Decolar.com informações sobre viagens realizadas por Flávio e sua esposa, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, entre 1º de janeiro de 2007 e 17 de dezembro de 2018.

O período corresponde aos mandatos de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, como deputado estadual.

Os pedidos do Ministério Público envolvem datas de viagens, hotéis, transportes, pacotes turísticos, assim como as origens de e destinos, juntamente com formas de pagamento, nomes dos passageiros e saldos de valores. A solicitação tem como objetivo, indicar se os investigados têm renda compatível com os gastos e o caminho traçado pelo dinheiro.

Flavio Itabaiano Oliveira Nicolau, juiz da 27° vara criminal do Rio de Janeiro, foi quem tomou a decisão no âmbito do suposto esquema das rachadinhas. Foi o magistrado também quem determinou a prisão de Fabrício Queiroz na quinta-feira (18) e da esposa dele, Márcia de Aguiar.

Segundo o portal UOL, que teve acesso exclusivo ao conteúdo, os promotores consideraram pertinentes a divulgação dos dados para o andamento das investigações.

Decolar.com

A empresa Decolar.com tentou revogar a decisão através de pedidos de habeas corpus ao Tribunal de Justiça do Estado (TJ-RJ), alegando que tais informações quebrariam o sigilo empresa cliente, violando a intimidade dos mesmos.

A Decolar também chegou a solicitar uma ordem judicial para atender o pedido, para que o marco civil da internet não fosse violado.

O magistrado atendeu a solicitação, ratificando o documento por ordem judicial. A empresa então atendeu a decisão e forneceu todas as informações solicitadas.

O inquérito ainda está em andamento e as informações do caso seguem em segredo da Justiça.

Flávio Bolsonaro e Queiroz

Fabrício Queiroz ficou conhecido em uma das operações da Lava Jato do RJ, que investigava o pagamento de propina a deputados.

Iniciada em janeiro de 2018, foi intitulada como Operação Furna da Onça. Movimentações suspeitas de dinheiro foram apontadas por um órgão de inteligência financeira. Essas movimentações eram executadas por assessores de parlamentares, entre eles Queiroz.

Segundo investigações do MP, foram lavados R$ 2,3 milhões, através de negociações imobiliárias e uma loja de chocolates. O dinheiro seria do esquema de "rachadinha", que teria beneficiado inclusive milicianos. Flávio Bolsonaro é apontado como o responsável pela lavagem do dinheiro.

As movimentações de Fabrício Queiroz chegam à marca de R$ 1,2 milhão em menos de um ano.

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