Nesta quinta-feira (30), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) falou sobre o comando do Ministério da Saúde, atualmente liderado pelo general Eduardo Pazuello. Além das críticas sobre o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, o presidente minimizou mais uma vez a necessidade de um médico à frente da pasta.

Mandetta, que foi o primeiro ministro da Saúde do Governo Bolsonaro, foi duramente criticado pelo atual presidente após uma tensão iniciada durante a pandemia do novo coronavírus, o que resultou em sua demissão em meados de abril.

Declaração de Bolsonaro

Bolsonaro mencionou uma discussão frequente em torno do Ministério da Saúde.

O debate questiona a gestão do atual ministro e sugere que um médico deveria estar à frente da pasta. Baseado nisso, Bolsonaro afirmou que seu governo já teve um médico à frente do ministério –Mandetta– e "olha a desgraça que foi", mesmo sem mencionar o nome do ex-ministro diretamente. "Discutem: 'Ah, o general Pazuello está indo bem ou não na Saúde, tem de ser substituído por um médico'. Pô, nós tivemos um médico, o primeiro médico lá [Mandetta], e olha a desgraça que foi", disse.

Sobre o ministro Nelson Teich, Bolsonaro argumentou que a gestão dele foi muito curta e, em pouco tempo, decidiu abandonar o cargo por motivos pessoais. Sem elogios ou críticas, o presidente afirmou que não tem nada para falar sobre Teich e agradeceu o pouco tempo em que ele esteve à frente da pasta.

Eduardo Pazuello

Durante uma live transmitida através do Facebook e do YouTube, Jair Bolsonaro elogiou muito o trabalho do ministro interino Pazuello. O presidente declarou que o atual ministro é um grande gestor, que realizou um trabalho incrível quando geriu a Olimpíada no Rio de Janeiro, em 2016, dizendo ainda que, se não fosse por ele, o "negócio" não teria saído.

O ministro é visto por Bolsonaro como realizador de um trabalho excepcional no comando do ministério.

O presidente afirmou que viu na mídia que Pazuello é aprovado por 17 das 27 unidades de federação, argumentando que sua imagem positiva é resultado de sua rapidez em resolver as coisas e que, quando ele é solicitado, atende sempre de imediato.

Defendendo a gestão fielmente, Bolsonaro revela que o ministro atende quase toda a demanda sozinho e que isso significa que as coisas estão funcionando.

Semelhanças

Em meio aos elogios, o presidente disse que Pazuello lida com mais de 5 mil funcionários só na capital, Brasília. Ele falou da semelhança entre os dois ao mencionar a entrada de 15 militares no Ministério da Saúde por escolha do ministro, e diz que quando escolheu o vice-presidente optou por um general.

Ainda de acordo com Bolsonaro, o fato de Pazuello ser militar é irrelevante. O que deve ser considerado, segundo ele, é se o trabalho está sendo bem feito e se a casa está em ordem, deixando claro que, se o gestor não for capaz disso, deve ser substituído para dar lugar a outro.

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