Fabrício Queiroz e sua esposa, Márcia de Oliveira Aguiar, cumprem prisão domiciliar deste a última sexta-feira (10).

O casal cumpre a prisão em um imóvel comprado por Queiroz no ano de 2018, ainda na planta. O apartamento 508 fica em um condomínio na zona oeste do Rio de Janeiro, onde a rotina dos moradores tem sido alterada pela presença do casal.

O casal conseguiu reverter a prisão preventiva para prisão domiciliar devido à doença de Fabrício Queiroz. Após uma luta contra o câncer, o Superior Tribunal de Justiça (STF) concedeu a liminar favorável ao casal, com o argumento de que a presença de Márcia era indispensável para a recuperação e cuidados a saúde de Queiroz.

Vizinhos

A rotina dos moradores do edifício no bairro Taquara mudou consideravelmente após a chegada do casal. Segundo informações publicadas pelo portal UOL, a presença constante dos órgãos de imprensa interferiu na privacidade dos vizinhos, que também reclamam das noites mal dormidas por causa de protestos, muitas vezes a base de gritos durante a madrugada. Os moradores se dizem apreensivos em relação à segurança do condomínio, que pode estar prejudicada pela presença de Fabrício Queiroz.

De acordo com moradores do condomínio e vizinhos do casal, uma simples ida a sacada de seus apartamentos virou algo difícil, pois o fato de estarem expostos a gravações de vídeos e fotos dentro de sua própria casa, interfere diretamente na sua liberdade.

Queiroz e Márcia foram gravados pelo GloboNews no apartamento, fazendo com que a chegada do casal virasse debate no grupo de WhatsApp do condomínio.

Uma moradora, que preferiu não ser identificada, afirmou que uma das maiores preocupações dos moradores é que imagens internas do condomínio sejam divulgadas, facilitando assim possíveis invasões, colocando a segurança de todos em risco.

Protestos

As noites no condomínio já não são as mesmas, o silêncio das madrugadas deu lugar a gritos de "Queiroz Ladrão", proferidos ao ex-militar e ex-assessor de Flávio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Vizinhos relatam que a tranquilidade do dia também foi alterada pela movimentação de repórteres e até de carros suspeitos.

Informações da vizinhança

Vizinhos relatam que o casal aparece na sacada apenas no período da manhã e que a filha de Márcia, enteada de Queiroz, costuma visitar o casal e levar o cachorro para passear.

Durante as conversas no grupo de WhatsApp, um dos moradores questiona se a invasão de privacidade que afetou a vida de todos pode ser denunciada à Polícia. Outra moradora conta durante a conversa no grupo que haviam pessoas registrando partes internas do condomínio.

A presença de carros pretos estacionados também levanta um debate no grupo, enquanto alguns acham ser da PF, outro morador diz que os carros são da Alerj.

Os questionamentos dos moradores continuarão sem resposta por algum tempo. A investigação, que ocorre em segredo de Justiça, não permite que informações sejam repassadas.

Desta forma, resta ao moradores paciência e uma nova adaptação à rotina imposta pela presença do casal.

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