Na manhã terça-feira (18), o governador do estado de São Paulo, João Doria (PSDB), participou de uma entrevista no programa "Pânico", da rádio Jovem Pan, onde elogiou a nova fase de calmaria do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O governador vem elogiando a nova postura do presidente já há algum tempo e afirma que em uma posição de liderança, ao agir de forma mais tranquila e calma, sem guerrear com seus opositores, Bolsonaro contribui diretamente com o país.

Entrevista

Ainda durante a entrevista, Doria disse que este novo período, sem grandes polêmicas, é muito saudável para o país. Segundo Doria, com Bolsonaro sem fazer barulho, quieto, tudo fica mais calmo, e assim todos os governantes conseguem focar e debater sobre assuntos relacionados ao combate e reflexo da pandemia.

"Essa nova fase do Bolsonaro, menos polêmica, é saudável para o Brasil. Com ele quieto, o Brasil fica mais calmo e consegue debater e ter o foco na pandemia", disse.

De acordo com o tucano, é muito melhor ter um líder do Executivo mais quieto, que não passe seus dias criando situações indesejáveis, frisando que se o presidente continuar mantendo esta nova postura será muito bom para o nosso país.

Afastamento

O governador de São Paulo declarou que há algum tempo tomou a decisão de afastar-se de Jair Bolsonaro para que pudesse desenvolver no estado de SP, uma gestão de economia liberal, que respeite a democracia e também as determinações dos direitos humanos.

Doria afirma que não afrontaria, nunca afrontou e é completamente contra qualquer ação que venha afrontar a democracia.

Ele disse que a sua gestão como governador condena a divulgação e propagação de fake news, que não tem o chamado gabinete do ódio no estado e que está sempre disposta e sabe manter um diálogo.

A referência foi uma indireta à participação do presidente Jair Bolsonaro em movimentos de extrema-direita, considerados e investigados como atos antidemocráticos, assim como a existência e manutenção do suposto gabinete do ódio que existiria dentro do Governo federal.

Paulo Guedes

Sobre o atual ministro da economia, Paulo Guedes, Doria mencionou uma amizade de muitos anos, e que isso faz com que eles mantenham um contato diário, conversando e discutindo sobre os possíveis rumos do Brasil em relação à economia.

O governador defende fortemente a permanência de Paulo Guedes na pasta e ainda cita que uma possível debandada do ministro prejudicaria tanto a situação do país, como o próprio andamento do governo de Jair Bolsonaro.

Um dos pontos favoráveis a Guedes citados por Doria é o controle e a manutenção necessária do teto de gastos. Doria alega que sem a sua insistência e persistência, Bolsonaro já teria rompido o teto e seguido o mesmo trajeto da ex-presidente Dilma Roussef do PT, que sofreu impeachment justamente por isso.

O cuidado de Guedes frente ao tema é visto por Doria como algo essencial, pois de acordo com o governador, o país não pode de forma alguma ficar emitindo dinheiro enquanto assume despesas que nem sequer têm recursos ou condições de bancar.

Lei de Responsabilidade Fiscal

O teto de gastos acabou ganhando destaque nas últimas semanas e se tornando o tema mais debatido na capital do país. O governo federal e Congresso têm debatido o tema na tentativa de encontrar formas efetivas e legais de reorganizar o orçamento da União sem cometer um crime de responsabilidade fiscal, que colocaria o mandato de Bolsonaro em risco.

O problema financeiro é resultado da pandemia do coronavírus que causou grandes dificuldades aos cofres públicos.

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