O jornal o Globo relevou neste domingo (16), que o Ministério Público do Rio de Janeiro apontou que o filho do presidente Jair Messias Bolsonaro (sem partido), o senador Flávio Bolsonaro e sua esposa Fernanda Bolsonaro, omitiram um valor de R$ 350 mil referente à compra da loja de chocolates da franquia Kopenhagen. O montante foi omitido das declarações de imposto de renda do casal.

Com a autorização judicial de quebra de sigilo bancário do casal, os promotores cruzaram dados bancários e fiscais, onde conseguiram detectar a falta de declaração deste montante.

Kopenhagen

A loja da franquia Kopenhagen é um dos pontos centrais na investigação do suposto esquema de rachadinha que teria acontecido durante o mandado de Flávio Bolsonaro como deputado estadual, em seu gabinete da Alej, no estado do Rio de Janeiro.

De acordo com o então senador, a loja de chocolates é a responsável por sua guinada financeira e aumento de patrimônio. No entanto, a promotoria acredita que pelo menos R$1,6 milhão foram lavados no local e que parte do montante foi depositado em contas da empresa após recolhimento efetuado pelo ex-assessor de Flávio, Fabrício Queiroz, preso por participar do esquema.

O dinheiro chegava as mãos do senador após uma suposta divisão de lucros, que desrespeitava a participação de Santini, o qual é suspeito de ser um laranja na operação criminosa.

Revelação

Segundo divulgado pelo jornal O Globo, os sócios Flávio e Santini fecharam a compra da loja em R$ 800 mil, destes cada um pagaria 50% do valor, porém nas declarações financeiras de Flávio, apenas R$ 50 mil referente a um sianl foi detalhado.

O restante do débito de R$ 350 mil foi pago por Fernanda Bolsonaro, a esposa de Flávio, através de uma transferência no dia 2 de fevereiro do ano de 2015. Fernanda, que não é uma das sócias da empresa, também não declarou o valor a receita.

Tal transação é vista pelo Ministério Público do Rio, como uma manobra para omitir o real investimento, não compatível com o histórico financeiro do casal.

Depoimento

Questionado sobre estas transações financeiras, o senador não conseguiu esclarecer de maneira convincente em relação às declarações e faltas delas.

Outro ponto da investigação é o sócio Santini. Os promotores averíguam se ele realmente arcou com a parte de R$ 400 mil, ou se tudo não passou de uma estratégia para que os recursos da rachadinha ficassem acobertados.

A defesa de Flávio alega não poder falar sobre as investigações, e o senador afirma que tudo isso é uma perseguição por parte da promotoria do Rio de Janeiro, que ao perder o prazo para apresentação de recursos, acabaram perdendo a competência nas investigações, e o que lhes resta é atacar diretamente a sua imagem pública.

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