O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), posicionou-se pela primeira vez após a Justiça determinar seu afastamento das funções de governador. Pela manhã, em sua residência oficial no Palácio das Laranjeiras, o governador afirmou estar inconformado com o afastamento das funções. Witzel aproveitou a ocasião para criticar o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), ao afirmar que vem sofrendo perseguição política por parte do Governo federal.

As críticas também foram direcionadas ao ex-secretário estadual de saúde do Rio de Janeiro, Edmar Santos que foi preso pelos desvios na área da saúde.

Atualmente Edmar está colaborando com as autoridades por meio de delação premiada.

Witzel faz críticas à Procuradoria Geral da República

Após o afastamento determinado pelo Superior Tribunal de Justiça, Witzel atacou a Procuradoria-Geral da República (PGR) ao citar que a instituição está sendo usada para fins de interesses políticos. Indignado, o governador afirma que, assim como ele, demais colegas governadores também estão sendo alvos de investigação da PGR.

Em resposta às críticas do governador do RJ, a subprocuradora responsável pelo caso, Lindôra Maria Araújo, explicou que o caso do governador está ligado à suspeita de fraudes na área da saúde. Atualmente parte do processo contra Witzel tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Lindôra também destacou que as provas contra os envolvidos no desvio de verbas públicas são bastantes contundentes. A subprocuradora também destacou que é comum que os indiciados, quando providos em altos cargos, manifestam-se em tom de indignação e começam a atacar terceiros.

Witzel ataca ex-secretário de saúde Edmar dos Santos

Após criticar a PGR, o governador do RJ também aproveitou a ocasião para direcionar críticas ao seu ex-secretário de saúde. Segundo Witzel, ele sentiu-se traído por Edmar dos Santos ao avisá-lo que não aceitaria atos de Corrupção em seu governo, entretanto, Edmar tentou ludibriá-lo com esquema de corrupção praticado na Secretaria de Saúde até ser denunciado e preso.

Witzel considera decisão do STJ ultraje à democracia

Após ser notificado sobre os 180 dias de afastamento, Witzel questionou o poder Judiciário sobre o longo período que ficará longe do cargo de governador. Ele também ressaltou que a decisão do STJ tende a interferir nas investigações do Ministério Público em relação ao caso envolvendo o esquema de rachadinha que aponta o senador Flávio Bolsonaro como principal articulador do esquema.

O governador do RJ alega que seu afastamento por longo período está ligado ao fato de que em dezembro ele terá que empossar um novo procurador-geral de Justiça e como não poderá promover o ato as investigações contra o senador podem ser prejudicadas.

Segundo as investigações, a PGR detectou pagamentos suspeitos que foram realizados por entidades ligadas ao empresário Mário Peixoto ao escritório de advocacia da primeira-dama Helena Witzel.

Também estão sendo apurados os depósitos realizados pelas empresas da família de Gothardo Lopes Netto, ex-prefeito de Volta Redonda (RJ), que também teria realizado depósitos na conta do escritório da primeira-dama.

Medidas cabíveis

A defesa do governador do RJ alega que foi pega de surpresa com a determinação do STJ, entretanto, considera que nos próximos dias deverá entrar com uma ação contra essa decisão. O afastamento de Witzel foi ordenado pelo juiz Benedito Gonçalves. Apesar do pedido, não foi efetuado nenhum mandado de prisão contra o governador.

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