Adélio Bispo de Oliveira está preso na Penitenciária Federal de Campo Grande. Um funcionário da instituição penitenciária conversou com a reportagem do portal UOL e falou sobre as condições do homem que desferiu uma facada em Jair Bolsonaro no ano 2018, na época em que Bolsonaro estava em campanha eleitoral para chegar à presidência.

O funcionário, que pediu para que sua identidade não fosse revelada, afirmou que o homem que tentou matar Bolsonaro atualmente está mais calmo, quase sem sofrer alucinações, e que apresenta uma positiva mudança de comportamento.

Bolsonaro e Temer

De acordo com o relato do funcionário, tanto o ex-presidente Michel Temer (MDB) quanto Jair Bolsonaro (sempartido) não terão que se preocupar com Adélio Bispo.

O detento não teria mais a intenção de tentar assassinar Temer e Bolsonaro após sua saída da prisão.

Maçonaria

Além da preocupação com o ex e o atual morador do Palácio da Alvorada, Adélio Bispo de Oliveira também implicava com a maçonaria.

Até mesmo o presídio, para Adélio, continha símbolos da maçonaria. Esta era uma fixação de Bispo assim que chegou à penitenciária, segundo o relato do funcionário.

A maçonaria é uma fraternidade conhecida por ter tido, ao longo da história, homens importantes em suas fileiras, como políticos de alto escalão e imperadores.

Atualmente, pessoas comuns fazem parte da organização. Devido ao grande mistério em que seus rituais são envolvidos, a maçonaria acaba sendo alvo de especulações e conspirações.

Direito

O homem que tentou matar Jair Bolsonaro passa seus dias lendo livros sobre direito. Adélio, segundo o funcionário, disse aos psiquiatras que o examinaram que deseja se tornar um procurador de Justiça ou promotor.

O próprio Adélio Bispo falou sobre sua desistência de não querer mais matar Bolsonaro e Temer.

Ele revelou isto ao delegado da PF (Polícia Federal) Rodrigo Morais, no dia 31 de outubro do ano passado, quando, à época, já estava sendo medicado.

Neste mesmo dia, ele também afirmou que não é possível combater a maçonaria, já que a organização tem uma grande estrutura política e financeira, por isso a desistência em atacá-la.

PCC

Os presos relataram que os planos de Adélio para matar Temer e Bolsonaro tiveram início quando chegou ao presídio e foi aplaudido pelos integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Felipe Ramos Morais é um instrutor de pilotos do PCC. O detento se tornou um dos mais próximos de Adélio na prisão. Felipe prestou depoimento no dia 19 de agosto de 2019 e declarou que Adélio estava eufórico por acreditar que conseguiria matar Bolsonaro e Temer depois que fosse libertado e, para isso, usaria uma arma fornecida pelo PCC.

Contudo, o integrante do PCC assegurou que a facção não teve nenhum envolvimento com o atentado ao então candidato Jair Bolsonaro, ocorrido em Minas Gerais, em 2018.

Ainda de acordo com Felipe, a participação do PCC no atentado a Bolsonaro foi uma história criada pelo detento Farhad Marvizi, um iraniano que o instrutor descreveu como "uma pessoa totalmente desequilibrada", que está o tempo todo contando histórias para obter vantagens.

Marvizi chegou até mesmo a escrever uma carta para o presidente Bolsonaro em que afirmava que o PCC estava envolvido na tentativa de assassinato dele.

As impressões do membro do PCC sobre Marvizi foram confirmadas pelo delegado Rodrigo Morais, que no relatório final da PF descartou a participação do PCC no atentado contra Bolsonaro.

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