A relação entre o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) sempre foi de altos e baixos.

Os atritos entre o líder do Executivo e o presidente da Câmara ocorrem geralmente por alguma fala despropositada do presidente da República, ou de seus ministros, ou por críticas de Maia às atitudes do Governo federal.

A relação entre a Câmara e o Executivo, parecia transcorrer em águas tranquilas, mas em um movimento inesperado, Rodrigo Maia fez declarações em que criticou o governo federal.

Cobranças

No domingo (29), Maia declarou que, terminado o período eleitoral, o governo possa se concentrar em apresentar propostas para organizar as contas públicas no Brasil.

O deputado negou que irá tentar se reeleger ao cargo de presidente da Câmara. Ele criticou a antecipação sobre o debate sobre reeleição no Senado e na Câmara.

Após votar em uma escola na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro, Maia disse que espera que após o fechamento das urnas na noite de domingo (29), o governo federal apresente quais serão as propostas para organizar as contas públicas.

Maia citou os itens mais preocupantes que espera que o governo tome decisões, como o aumento do déficit público, o crescimento do endividamento e a aprovação do orçamento do próximo ano dentro do teto de gastos.

Maia, porém, criticou a antecipação do tema da reeleição no Congresso. Ele disse não entender o que leva o governo a antecipar o processo político. Cada vez que isto é feito, "ele atrapalha a própria pauta do governo na instituição", criticou o parlamentar.

Reeleição

No dia 4 de dezembro, o Supremo Tribunal Federal (STF) irá julgar uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) que foi apresentada pelo PTB sobre a reeleição das Mesas Diretoras da Câmara e do Senado –a Constituição Federal não permite essa possibilidade, como está no artigo 57.

Rodrigo Maia reforçou seu argumento de que não é candidato à reeleição e argumentou que a Constituição não permite que ele o seja.

Marcelo Crivella

O presidente da Câmara também aproveitou para falar sobre o comportamento do prefeito do Rio e candidato à reeleição, Marcelo Crivella (Republicanos). Em entrevista à rádio CBN, ele se disse que no começo da campanha eleitoral Crivella parecia um pastor, mas na reta final acabou parecendo um "diabo", ao demonstrar tanto ódio e espalhar tantas fake news.

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