A Procuradoria-Geral da República (PGR), de forma preliminar, abriu uma apuração para analisar o pagamento em dinheiro realizado pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) na compra de dois apartamentos na zona sul do Rio de Janeiro, entre os anos de 2011 e 2016.

Augusto Aras

O procurador-geral da República, Augusto Aras, comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura da apuração preliminar na última sexta-feira (18).

De acordo com o despacho da PGR, será verificado se existem elementos que justifiquem que seja aberta uma investigação formal.

Aras escreveu que caso sejam revelados indícios de possíveis práticas que configurem delito por parte de Eduardo Bolsonaro, que teve seu primeiro mandato na função de deputado federal em 2015, será requerida a instauração de um inquérito no Supremo.

As informações sobre as transações financeiras do filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foram mostradas no jornal O Globo.

A reportagem informou que, na época, o filho 03 de Jair Bolsonaro teria pago R$ 150 mil em dinheiro. O Globo obteve os dados dos imóveis em escrituras públicas em dois cartórios da cidade.

Depois da reportagem, o STF foi acionado por um advogado que pediu que Eduardo Bolsonaro seja investigado. O advogado ressaltou que o pagamento em espécie seria um indicativo de lavagem de dinheiro.

Em ações desse tipo é comum que o STF ouça a PGR, que é o órgão responsável pelas ações penais e também por executar investigações criminais.

Segundo informou O Globo, a compra mais recente de Eduardo foi feita em 2016, durante seu primeiro mandato.

Os registros mostram que no dia 29 de dezembro de 2016, a escritura de um apartamento em Botafogo foi lavrada no valor de R$ 1 milhão, e R$ 89 mil foram pagos como sinal, e mais R$ 100 mil, também em dinheiro.

Nos registros dos cartórios está escrito "moeda corrente contada e achada certa". O "Jornal Nacional", da Rede Globo, ouviu tabeliães que explicaram que a expressão quer dizer dinheiro vivo.

O jornal carioca ainda relata que a maior parte do valor do apartamento, R$ 800 mil, foi quitada com financiamento pela Caixa Econômica Federal.

O Globo também afirmou que em 2011, antes de se tornar deputado, Eduardo Bolsonaro já havia comprado outro imóvel com dinheiro em espécie.

A escritura deste imóvel mostra que Eduardo Bolsonaro pagou R$ 160 mil em um apartamento em Copacabana. No ato da compra ele pagou com um cheque administrativo no valor de R$ 110 mil e os R$ 50 mil que faltavam foram pagos com dinheiro vivo. O portal UOL tentou ouvir o deputado Eduardo Bolsonaro, mas não conseguiu entrar em contato com ele.

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