O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) é menos conhecido por sua atuação como representante do Poder Legislativo e mais por suas declarações polêmicas, que na imensa maioria das vezes estão relacionadas à defesa do pai, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), e também a defesa de assuntos ligados ao Poder Executivo.

Leite condensado

Não foi diferente nesta quarta-feira (27), quando o filho 03 de Jair Bolsonaro saiu em defesa dos gastos do Governo federal com alimentação, porém o parlamentar citou apenas o leite condensado, que virou alvo de memes desde a terça-feira (26).

De acordo com Eduardo, o item em questão foi escolhido por ter se transformado em uma marca de Jair Bolsonaro –o produto esteve presente em um café da manhã com John Bolton na casa de Bolsonaro, no Rio de Janeiro, em 2018, explicou o parlamentar.

Ministério da Defesa

O deputado do PSL também afirmou que a maior parte da compra de leite condensado foi destinada ao Ministério da Defesa e que o produto é indicado para "aqueles que praticam muitas atividades físicas" e serve para a elaboração de alimentos comuns na mesa da população brasileira, como bolos.

O governo federal desembolsou mais de R$ 1,8 bilhão na compra de produtos alimentícios no ano passado, como foi mostrado pelo portal Metrópoles.

Além da quantia bilionária, chamou a atenção o quanto foi gasto em produtos supérfluos como: chiclete, refrigerante, pizza e o famoso leite condensado –foram R$ 15 milhões gastos só com esse produto. O governo gastou em 2020 com alimentos 20% a mais do que foi gasto em 2019, informou a publicação.

Divisão do leite condensado

Eduardo explicou que nem toda a quantia que foi gasta com leite condensado foi destinada para o seu pai. Segundo o parlamentar, do total que foi destinado para o produto, R$ 14,2 milhões foram destinados ao Ministério da Defesa, o que sobrou do total, teria ido para outros setores do governo.

Pelas contas apresentadas pelo filho de Bolsonaro, as Forças Armadas são compostas de 334 mil pessoas, que teriam consumido quase sete mil latas de leite condensado por dia, o que nas palavras de Eduardo Bolsonaro é “algo bem razoável”.

Para Eduardo Bolsonaro, quem merece ser alvo de críticas são os políticos que fazem oposição ao governo federal e que se manifestaram pedindo explicações sobre o caso, como a deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL) e o ex-presidenciável Ciro Gomes (PDT).

Eduardo Bolsonaro não comentou sobre os outros itens da lista que levaram a oposição a fazer críticas ao governo. Parlamentares entraram com uma representação no TCU (Tribunal de Contas da União) em que pedem a abertura de uma investigação sobre as compras do Poder Executivo. O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), o deputado federal Felipe Rigoni (PSB-ES) e a deputada Tabata Amaral (PDT-SP) protocolaram um documento que afirma que as despesas ferem o princípio da moralidade administrativa.

O PSOL, representado pelo deputado David Miranda (RJ) e suas colegas de partido Sâmia Bomfim, Vivi Reis (PA) e Fernanda Melchionna (RS), protocolou uma ação pedindo para Augusto Aras, o Procurador-Geral da República, abrir uma investigação sobre a quantia de R$ 1,8 bilhão que foi gasta pelo governo.

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