Filho do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), e deputado federal pelo PSL, Eduardo Bolsonaro (SP) declarou que irá votar pela libertação do deputado federal bolsonarista Daniel Silveira (PSL-RJ), preso na última terça-feira (16), depois que divulgou um vídeo em que aparecia atacando ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Para o filho do presidente, a soltura de seu colega de partido é necessária para que as garantias da imunidade parlamentar possam ser mantidas. Além da imunidade parlamentar, Eduardo alegou em publicação no Twitter que irá votar pela libertação de Silveira também em defesa da liberdade de expressão e em defesa do “devido processo legal, ampla defesa e contraditório”.

A Polícia Federal (PF) prendeu Daniel Silveira depois que foi expedido pelo ministro do STF Alexandre de Morais o mandado pedindo a prisão do parlamentar. No vídeo, Silveira defendia a volta do AI-5, instrumento de repressão usado na ditadura militar.

O deputado federal também é investigado em dois inquéritos no STF, ambos têm como relator o ministro Alexandre de Moraes. Silveira está sendo investigado, assim como outros políticos e também empresários, por suposta participação na organização de atos antidemocráticos. O parlamentar é suspeito também de ser integrante do “gabinete do ódio”, grupo que disseminava fake news contra opositores políticos do presidente Bolsonaro.

Enquanto isso em Brasília

Na quarta-feira (17), interlocutores do ocupante do Palácio da Alvorada entraram em contato com ministros do Supremo para tranquilizar os integrantes da mais alta Corte do país afirmando que Bolsonaro não assina embaixo nas declarações que ofendem a honra dos ministros do STF.

Ao menos quatro ministros do STF teriam sido contatados. A intenção desses emissários do Planalto era a de afastar Jair Bolsonaro de Daniel Silveira, conhecido por ser um dos mais ferrenhos defensores do presidente da República.

Ficou claro nas conversas que Bolsonaro não irá intervir na polêmica envolvendo o parlamentar extremista e o STF e que ficará a cargo do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), conduzir a situação envolvendo Silveira.

Ainda que contrariado com a prisão do aliado, Bolsonaro irá permanecer em silêncio sobre o tema. Dessa maneira então, Bolsonaro segue a orientação de seus assessores mais próximos que temem que o caso possa abrir margem para que outros bolsonaristas radicais possam ser punidos também.

O ministro Alexandre de Moraes determinou que Arthur Lira deveria ser comunicado da prisão de Silveira para que tomasse as providências cabíveis em relação à Silveira.

Moraes também determinou que o YouTube retirasse o vídeo do ar, sob pena de pagar multa diária de R$ 100 mil em caso de desobediência.

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