Um grupo formado por mais de 25 líderes de algumas das maiores economias do mundo está se unindo para lançar a ideia de um tratado internacional que possibilite uma cooperação real entre países em pandemias futuras, semelhantes à que vivemos atualmente, causada pelo novo coronavírus. Segundo informações do colunista Jamil Chade, do portal UOL, o Brasil não faz parte da iniciativa.

Objetivo do pacto

Dentre os objetivos do pacto estão o fechamento de um acordo permanente para garantir que todos se beneficiem de vacinas, tratamentos e troca automática de informações.

Isso porque a briga por vacinas tem sido um dos maiores problemas no enfrentamento à pandemia.

Outro ponto é que os governos terão de ser transparentes uns com os outros ao informar cada situação.

O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, defendeu que, assim como foi criada a Organização das Nações Unidas (ONU) e reformulado o direito internacional após o Holocausto, a comunidade internacional precisa agora firmar um compromisso para o pós-pandemia.

Nos próximos dias, líderes do Governo de cada país discutirão sobre o acordo, e o Brasil, assim como os outros, serão consultados para opinarem sobre o pacto.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez questão de deixar claro que todos os países poderiam participar.

Alguns governantes foram convidados de forma deliberada para assinarem o acordo.

Itamaraty está de fora

Durante a pandemia, o Itamaraty se recusou em participar de movimentos globais voltados para lidar com a crise causada pela Covid-19. O Itamaraty também não participou de reuniões ministeriais e ainda disparou diversas críticas contra projetos que conferiam maiores poderes à OMS.

O governo brasileiro só aderiu ao mecanismo de vacinas após o Senado fazer uma forte pressão, no entanto, comprou o menor número possível de imunizantes.

Uma das declarações dos líderes que estão à frente do projeto diz que o tratado tem como função firmar "um novo tratado internacional de preparação e resposta a pandemias".

Em outro trecho, diz que o risco do mundo enfrentar uma nova pandemia é real e, por isso, é preciso que os países estejam unidos, pois nenhum governo é capaz de enfrentar uma pandemia sozinho.

Foi ressaltado também que essa união irá prepará-los para poder prever, prevenir, detectar, avaliar e responder efetivamente às pandemias de uma forma altamente coordenada".

Como exemplo eles citaram que a atual pandemia tem ensinado que nenhum país está protegido se outros não estiverem também seguros.