O empresário e youtuber Felipe Neto e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) tiveram uma discussão pelo Twitter na madrugada desta sexta-feira (26). O bate-boca virtual teve início quando o influenciador digital publicou em sua conta que soube ter perdido uma campanha publicitária de um grande banco em razão de "pedidos de cima".

De acordo com Neto, que há muito tempo é uma das vozes principais na oposição ao governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o contrato estava quase fechado, mas irá seguir em frente "sem recuar um passo".

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Eduardo Bolsonaro compartilhou a publicação de Felipe Neto e ironizou a situação relatada pelo influenciador digital dizendo que os "canceladores" estavam se queixando de "serem cancelados". Felipe Neto, por sua vez, rebateu o filho do presidente da República e afirmou que sua publicação não era uma reclamação, e sim estava relatando o que havia acontecido.

O youtuber foi além e provocou Eduardo Bolsonaro, afirmando que não lhe está faltando dinheiro, que todo seu patrimônio está declarado, que ele não tem assessores sacando dinheiro e também não possui loja de chocolates. As declarações de Felipe Neto são claras referências aos casos em que os irmãos de Eduardo, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), estão sendo investigados.

Enquanto Flávio está sendo investigado por suspeita de desviar dinheiro público na época em que era deputado estadual no Rio de Janeiro, e também por supostamente ter usado uma franquia de loja de chocolates para lavar dinheiro do esquema citado, Carlos por sua vez está sendo investigado por, supostamente, também desviar dinheiro público, só que na Câmara de Vereadores do Rio.

Na última semana, a Justiça do Rio concedeu uma liminar provisória que suspende a investigação contra o youtuber por ele supostamente ter cometido crime que está previsto na Lei de Segurança Nacional. Neto recebeu a intimação após ter chamado o presidente Bolsonaro de “genocida”, em uma publicação nas redes sociais.

Os argumentos apresentados pela defesa de Neto foram aceitos pela Justiça, que entendeu que a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) não tem competência para esse tipo de investigação.

No dia 9 de março, Carlos, o filho 02 de Jair Bolsonaro anunciou que abriu notícia-crime contra Felipe Neto. Sobre a acusação que recebeu do vereador, Neto publicou em sua conta no Twitter que se tratou de uma clara tentativa de silenciá-lo pela intimidação.

Na postagem em que explicou os motivos que estava sendo acusado por Carlos Bolsonaro, Neto esclareceu as razões pelas quais se referiu ao presidente da República com o termo. Segundo o empresário, o uso do termo aconteceu pela “nítida ausência de política de saúde pública” do governo federal na gestão da pandemia, afirmou Felipe Neto.

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