Em entrevista para o canal de televisão BandNews, nesta segunda-feira (8), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello disse que a decisão do ministro Edson Fachin de anular as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) na Operação Lava Jato causou “perplexidade”.

O ministro confessou não ter lido a liminar proferida pelo ministro Fachin, que declara não ser competência da 13ª Vara Federal de Curitiba julgar as ações contra o ex-presidente. Disse, ainda, que vai analisar a decisão do colega de Supremo. Marco Aurélio Mello disse ainda que a decisão não foi entendida pela maioria da sociedade.

“O que surge inicialmente é a potencialização do princípio da territorialidade. Ou seja, o órgão competente para julgar a ação é o do local em que foi cometido o crime. E tudo indica que ele concluiu que os crimes não foram praticados no Paraná”, disse o ministro.

Em uma outra entrevista, agora para o jornal O Globo, o decano Marco Aurélio chega a afirmar que o ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sergio Moro, que julgou os processos contra Lula, não pode ser “execrado”. Marco Aurélio disse que não se pode, nessa altura, chegar a “execrar” o juiz Moro, pois, Moro "tem uma folha de serviços prestados ao país".

Moro na 'mira' de Gilmar Mendes

Gilmar Mendes, ministro do STF, pautou para esta terça-feira (9) recurso da defesa de Lula que pede a suspeição de Sergio Moro nos processos da Lava Jato que envolvem o ex-presidente.

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